Programa Conselheira 101 abre inscrições para formação de lideranças negras e indígenas

Iniciativa gratuita oferece até 35 vagas e mais de R$ 1,5 milhão em bolsas para mulheres em conselhos

O Instituto Conselheira 101 abriu as inscrições para a 7ª edição do seu programa, que prepara mulheres negras e indígenas para atuarem em conselhos de administração, consultivos, deliberativos e fiscais. A iniciativa, que já conta com seis anos de atuação, tem como objetivo ampliar a presença dessas mulheres em espaços de decisão dentro de empresas e organizações brasileiras.

Segundo levantamento recente, 96,6% das empresas listadas na bolsa brasileira (B3) não possuem nenhuma pessoa negra em seus conselhos de administração. A presença de mulheres negras nesses espaços é ainda mais restrita, representando menos de 1% das cadeiras, conforme análise da MIT Sloan Management Review Brasil. É nesse cenário que o Conselheira 101 atua para promover maior diversidade e inclusão.

Desde sua criação, o programa já viabilizou mais de R$ 1,5 milhão em bolsas de estudo, fruto de parcerias nacionais e internacionais. Em 2024, 30 mulheres negras participaram de uma formação em Governança na UCLA, e em 2025, um grupo foi para uma formação exclusiva na Columbia Business School, em Nova York.

A 7ª turma terá até 35 vagas disponíveis e o programa é totalmente gratuito. As inscrições vão até 13 de março de 2026, e a formação começa em maio, com término previsto para novembro do mesmo ano. O curso inclui 46 horas online, abordando temas como governança corporativa, tomada de decisão colegiada, monitoramento de riscos, desempenho, estratégia e aspectos comportamentais da atuação em conselhos.

Além disso, o programa oferece cursos complementares com instituições parceiras, como o IBGC, e promove encontros coletivos, palestras e rodas de conversa para fortalecer o networking e a troca de experiências entre as participantes.

Podem se candidatar mulheres cis ou trans, autodeclaradas negras (pretas e pardas) ou indígenas, com no mínimo 15 anos de experiência profissional relevante e pelo menos cinco anos em posições de liderança ou atuação estratégica em setores variados, como privado, público, terceiro setor, academia ou inovação.

O processo seletivo conta com três etapas: análise das inscrições, entrevistas online em grupo e avaliação final por banca examinadora. As selecionadas comprometem-se a se associar ao Instituto Conselheira 101 e a contribuir voluntariamente com suas atividades por pelo menos dois anos após o término do programa.

De acordo com Jandaraci Araújo, presidente do Instituto, “Nosso objetivo é ampliar a presença de mulheres negras e indígenas nos espaços de decisão e contribuir para conselhos mais diversos e preparados para os desafios atuais”.

O programa conta com o apoio de instituições como KPMG, Women Corporate Director (WCD), HSM, IBGC, Nossa Praia, HarpyEagle e B3.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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