Por que o botox pode falhar mesmo com o Brasil líder em estética
Entenda os principais fatores que influenciam a eficácia da toxina botulínica
O Brasil é destaque mundial na área de estética, realizando mais de 3 milhões de procedimentos ao ano, segundo dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Entre os tratamentos minimamente invasivos, a aplicação de toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, está entre os mais procurados. Apesar disso, cresce o número de relatos de pacientes que afirmam que “o botox não funcionou” como esperado.
Angélica Lucena, biomédica esteta e proprietária da Gioventù Clínica Boutique, explica que a ausência de resultado raramente está ligada à marca do produto. “Quando o botox não funciona, é preciso investigar critérios técnicos. Dose, planejamento de aplicação, condição da pele e histórico imunológico fazem diferença direta no efeito final”, destaca a especialista.
Ela aponta quatro fatores principais que concentram a maior parte dos casos de insatisfação:
1. Dose insuficiente: Cada músculo tem força e espessura diferentes, e uma dose abaixo do necessário pode gerar efeito parcial ou inexistente. “Em muitos casos, o reajuste resolve”, afirma Angélica.
2. Plano de aplicação incorreto: O mapeamento anatômico precisa ser respeitado, pois pontos mal definidos ou desequilíbrio podem causar assimetria ou ausência de resposta.
3. Flacidez cutânea: O botox atua na contração muscular, mas se a pele apresentar baixa firmeza, as linhas podem continuar visíveis. Nesses casos, tratamentos que estimulam o colágeno são recomendados.
4. Resistência imunológica: Embora mais rara, a aplicação frequente em intervalos curtos ou com doses elevadas pode estimular a formação de anticorpos neutralizantes, reduzindo a eficácia da toxina. “Chamamos de efeito vacinal. O organismo passa a reconhecer a substância e diminui sua ação ao longo do tempo”, explica a biomédica.
Para evitar falhas e garantir resultados previsíveis, Angélica Lucena recomenda cinco cuidados essenciais:
– Avaliação individual detalhada da força muscular, padrão de movimento e qualidade da pele;
– Definição personalizada da dose, com ajustes após a primeira sessão;
– Planejamento anatômico estruturado para garantir naturalidade e simetria;
– Indicação de tratamentos complementares em casos de flacidez;
– Escolha de profissional habilitado, com formação específica e experiência comprovada.
“Procedimento estético exige conhecimento anatômico e responsabilidade sanitária. Preço não pode ser o único fator de decisão”, alerta a especialista.
Para clínicas e profissionais, a adoção de protocolos estruturados, acompanhamento pós-procedimento e transparência na orientação são diferenciais que aumentam a fidelização e reduzem riscos jurídicos. “Quando há diagnóstico bem feito, o resultado se torna previsível e a confiança do paciente aumenta”, conclui Angélica Lucena.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



