Parkinson: 5 orientações para retardar a evolução da doença

Diagnóstico precoce e estímulos cognitivos são essenciais para o controle dos sintomas

O Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente no mundo, ficando atrás apenas do Alzheimer. Sua incidência cresce a cada ano devido ao envelhecimento da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1% das pessoas acima de 60 anos e 4% da população acima de 80 anos são afetadas pela doença, que é mais comum em homens. No Brasil, aproximadamente 200 mil pessoas convivem com Parkinson, enquanto no mundo os casos ultrapassam 8,5 milhões, conforme dados da Revista Científica The BMJ.

A neuropsicóloga da NeuronUP, Martha Valeria Medina Rivera, destaca a importância do diagnóstico precoce e da adoção de práticas que retardem a progressão dos sintomas. “É importante que as pessoas compreendam que os sintomas do Parkinson combinam sintomas não motores e motores que podem surgir precocemente. Entre os mais comuns estão: alterações do sono, perda do olfato, micrografia (letra cada vez menor) e problemas de bexiga ou intestino, como urgência urinária ou constipação. Também podem aparecer sintomas emocionais e fadiga persistente. Mais adiante, surgem os sintomas motores clássicos: tremor em repouso, lentidão de movimentos e rigidez muscular, que dificultam a mobilidade e as atividades do dia a dia”, explica.

Embora não exista cura para a doença, hábitos saudáveis e acompanhamento multidisciplinar podem fazer diferença significativa. Martha reuniu cinco orientações essenciais para pacientes e familiares:

1. Fique atento aos primeiros sinais e busque ajuda médica o quanto antes
Reconhecer sintomas iniciais como alterações do sono, fadiga e sintomas emocionais é fundamental para buscar diagnóstico precoce. Isso permite iniciar o tratamento nas fases iniciais, com maior potencial para controlar sintomas, preservar autonomia e planejar cuidados a longo prazo.

2. Invista em abordagens e tratamentos digitais que estimulem o cognitivo
O tratamento vai além da medicação, incluindo acompanhamento neurológico, apoio psicológico e estimulação cognitiva. “É crucial que o paciente realize atividades cognitivas que estimulem a neuroplasticidade, fortalecendo conexões cerebrais e que auxiliam a retardar o declínio de funções como atenção, memória e planejamento”, afirma a especialista.

3. Trabalhe na redução do estresse no dia a dia
O estresse pode intensificar tremores e outros sintomas. Estratégias como relaxamento, lazer, mindfulness e apoio emocional ajudam a melhorar o controle dos sintomas e o bem-estar geral.

4. Faça acompanhamento neuropsicológico
O acompanhamento médico é importante para propor estratégias que auxiliem no manejo da ansiedade, depressão e mudanças comportamentais. Em casos específicos, tratamentos como medicamentos de liberação prolongada e estimulação cerebral profunda (DBS) representam avanços no controle dos sintomas.

5. Envolva familiares e cuidadores no tratamento
O apoio da família e amigos favorece a adesão ao tratamento, reduz o isolamento e aumenta a confiança do paciente. “O ideal é apoiar o paciente sem superproteção, incentivando a independência sempre que possível”, finaliza Martha.

Essas orientações, baseadas em dados da assessoria de imprensa da NeuronUP, reforçam a importância do cuidado integral para quem convive com Parkinson, promovendo mais qualidade de vida e autonomia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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