Mulheres na Ciência: 34 Cientistas que Mudaram a História e Inspiram Gerações
Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência destaca trajetórias que transformam o STEM
O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, foi instituído pela ONU em 2015 para reconhecer a contribuição feminina ao avanço científico e chamar atenção para as desigualdades de gênero nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). No Brasil, apesar de avanços, a participação feminina ainda é menor: em 2023, 74% dos ingressantes em cursos STEM eram homens e apenas 26% mulheres, segundo levantamento da Nexus com dados do Inep.
A professora de Física Kharyna Rodrigues, da Escola Bilíngue Aubrick, destaca que revisitar as trajetórias de mulheres cientistas é fundamental para inspirar novas gerações. “Quando apresentamos às meninas exemplos reais de mulheres que fizeram ciência de excelência, rompemos a ideia de que esse é um espaço masculino. A representatividade não é simbólica: ela influencia escolhas, autoestima e projetos de vida”, afirma.
Kharyna ressalta que o incentivo precisa ser articulado entre escola e família desde a infância. “A escola tem o papel de criar ambientes que estimulem a curiosidade, o pensamento científico e o protagonismo das meninas, oferecendo referências femininas, projetos práticos e liberdade para errar e experimentar. Já a família é fundamental para reforçar essa confiança, evitando estereótipos e valorizando o interesse das meninas por matemática, tecnologia e ciências”, complementa.
A seguir, destacamos algumas das 34 cientistas que revolucionaram a história:
– Ada Lovelace (1815–1852), matemática inglesa, escreveu o primeiro algoritmo da história e é considerada a mãe da computação moderna, apesar de ter seu trabalho minimizado na época.
– Caroline Herschel (1750–1848), astrônoma alemã, foi a primeira mulher a descobrir um cometa e contribuiu para a catalogação de nebulosas e estrelas.
– Chien-Shiung Wu (1912–1997), física chinesa, participou do Projeto Manhattan e comprovou experimentalmente que a paridade não é conservada na interação fraca, embora não tenha recebido o Nobel por essa descoberta.
– Dorothy Vaughan (1910–2008), matemática e programadora americana, foi a primeira mulher negra chefe de departamento na NASA, liderando equipes que calcularam trajetórias essenciais para programas espaciais.
– Enedina Alves Marques (1913–1981), primeira engenheira negra do Brasil, formou-se em 1945 e atuou em obras importantes no Paraná, enfrentando preconceitos raciais e de gênero.
– Gabriela Barreto Lemos (1982), física brasileira, liderou pesquisa que demonstrou a “imagem quântica com fótons não detectados”, publicada na revista Nature, trazendo avanços para a física quântica e aplicações em imageamento.
– Grace Hopper (1906–1992), matemática e almirante da Marinha dos EUA, foi pioneira da programação moderna.
Essas histórias mostram a importância de reconhecer e divulgar o papel das mulheres na ciência, incentivando meninas a se identificarem como futuras cientistas. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Escola Bilíngue Aubrick.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



