Dia Internacional de Mulheres na Ciência: participação feminina em STEM ainda é baixa

Projeto Metis incentiva meninas a ingressarem na cibersegurança, área com menos de 25% de mulheres

No dia 11 de fevereiro, comemora-se o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) criada em 2015 para promover a participação feminina na ciência de forma igualitária. No Brasil, houve um avanço significativo na presença das mulheres na pesquisa científica, com a proporção de pesquisadoras assinando publicações subindo de 38% para 49% entre 2002 e 2022, segundo o relatório da Elsevier-Bori “Em direção à equidade de gênero na pesquisa no Brasil”.

Apesar desse crescimento, algumas áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) ainda apresentam baixa participação feminina. Em campos como matemática (19%), ciência da computação (21%) e engenharia (24%), as mulheres representam menos de um quarto dos pesquisadores.

A ciência da computação, em especial a cibersegurança, é uma área que demanda cada vez mais profissionais devido ao aumento dos ataques hackers no Brasil, que cresceram 95% no terceiro trimestre de 2024, segundo dados da Check Point Research. Para incentivar a entrada feminina nesse setor, a cientista da computação Michele Nogueira, Ph.D. pela Universidade de Sorbonne e professora da UFMG, coordena o Projeto Metis.

O projeto, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), tem como objetivo estimular meninas do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas de Belo Horizonte e Região Metropolitana a ingressarem na cibersegurança. “Métis é a Deusa grega da proteção. As mulheres têm preocupação intrínseca com proteção; por isso, trazem perspectivas diferenciadas e necessárias para construção de soluções de cibersegurança”, explica Michele.

O Metis promove a conscientização sobre as possibilidades na área, desenvolve habilidades técnicas, cria redes de mentorias e parcerias estratégicas, além de atuar para influenciar políticas públicas que incentivem a participação feminina. São 35 participantes atualmente, que recebem oficinas, palestras, programas de mentoria e capacitação técnica.

A professora Michele destaca o desafio da minoria feminina em ambientes STEM: “Estamos em reuniões com colegas e somos minoria sempre, às vezes uma mulher, outras duas entre tantos homens”. A estudante Juliane Ruas, de 20 anos, relata que já enfrentou microagressões e subestimação, mas vê no projeto um apoio fundamental para fortalecer a presença feminina na tecnologia.

Além de aumentar o número de mulheres na cibersegurança, o Projeto Metis busca criar um ambiente mais inclusivo e diverso, promovendo um impacto positivo na sociedade. “O projeto não só fortalece a cibersegurança, mas também promove um impacto positivo na sociedade, mostrando que a inclusão é um caminho essencial para a inovação e o progresso”, conclui Michele Nogueira.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 49 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar