Cresce busca por desconexão diante da sobrecarga digital no Brasil

Trabalhadores e estudantes adotam práticas para reduzir o impacto das telas na saúde mental

A sobrecarga digital tem se tornado um desafio crescente para trabalhadores e estudantes no Brasil. Em 2025, o país ultrapassou a marca de meio milhão de afastamentos do trabalho por transtornos mentais, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Esse cenário evidencia o impacto da exposição constante a telas, notificações e jornadas conectadas na saúde emocional da população.

Nas escolas, o uso excessivo de dispositivos móveis tem sido associado a distrações e queda no desempenho acadêmico. Dados da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro mostram que, após a restrição do uso de celulares em sala de aula, houve um avanço de 25,7% em matemática e 13,5% em português entre alunos do ensino fundamental. Especialistas afirmam que a ausência de telas reduz interrupções e favorece a socialização e a concentração, melhorando também o desenvolvimento socioemocional das crianças e adolescentes.

Camila Gaudio, diretora do Acampamento Aruanã, destaca que os impactos do uso excessivo de telas vão além do desempenho escolar, afetando aspectos emocionais, sociais e cognitivos. “Estamos observando um aumento significativo de ansiedade, estresse e fadiga emocional entre crianças, adolescentes e trabalhadores, diretamente ligado à exposição digital constante”, afirma. Para ela, práticas que incentivam a interação presencial e reduzem o uso de telas ajudam a restaurar a atenção, o bem-estar e a capacidade de aprendizado.

Nesse contexto, acampamentos pedagógicos têm ganhado destaque como espaços que promovem rotinas mais alinhadas ao ritmo biológico e social natural. Suspendendo o uso constante de telas e estimulando atividades ao ar livre, convivência e experiências sensoriais, essas iniciativas são apontadas como instrumentos eficazes para reduzir o estresse, melhorar a atenção e fortalecer habilidades socioemocionais. “A busca por experiências que promovam presença e interação direta reflete uma necessidade de ‘alteridade’. Estar fisicamente diante do outro ajuda a quebrar as bolhas algorítmicas e restabelece relações que a eficiência digital sozinha não consegue”, explica Camila Gaudio.

O Acampamento Aruanã, que desde 1990 oferece acampamentos pedagógicos baseados em metodologias ativas e contato com a natureza, exemplifica essa tendência. Com uma estrutura em área de Mata Atlântica, a instituição busca proporcionar vivências que estimulam o desenvolvimento humano, o respeito ao meio ambiente e a construção de laços comunitários.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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