Brasil envelhece e famílias redefinem critérios para cuidado domiciliar
Com mais idosos no país, segurança e qualidade são prioridades na escolha do home care
Com mais de 32 milhões de idosos no Brasil, as famílias têm buscado serviços de cuidado domiciliar com critérios cada vez mais rigorosos. O envelhecimento acelerado da população, que já representa 15,8% dos brasileiros, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), exige atenção especial na escolha do home care, que vai muito além da conveniência ou do preço.
O enfermeiro Gregue Ranwey, especialista em Home Care, destaca que a principal preocupação das famílias é garantir um cuidado humano, contínuo e tecnicamente seguro. “As pessoas não estão apenas contratando um serviço. Elas estão confiando a saúde, a rotina e o bem-estar de alguém que amam. Por isso, buscam profissionais qualificados, mas também empatia e comunicação clara”, explica.
Um erro comum no processo é focar somente no valor ou na quantidade de horas de atendimento, sem avaliar a estrutura que sustenta o cuidado. Aspectos como supervisão de enfermagem, capacitação contínua da equipe, plano de cuidado individualizado e acompanhamento clínico são fundamentais para bons resultados. “Home care não é apenas estar presente no domicílio. É planejar o cuidado, monitorar a evolução do paciente e ajustar condutas sempre que necessário”, reforça Gregue.
Além da estrutura técnica, a confiança na equipe que atuará dentro de casa é decisiva. O cuidado domiciliar envolve intimidade e adaptação ao ambiente familiar, exigindo profissionais preparados também do ponto de vista emocional. A comunicação clara entre equipe, paciente e familiares é essencial para evitar insegurança e frustração. “As famílias buscam transparência. Elas querem entender o que está sendo feito, por que está sendo feito e quais são os próximos passos. Quando isso não acontece, a sensação é de abandono, mesmo com alguém presente”, afirma o especialista.
Esse cenário reflete uma mudança estrutural no perfil demográfico do país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2030 o número de pessoas com 60 anos ou mais deve ultrapassar o de crianças de até 14 anos. Projeções indicam que, até 2070, os idosos poderão representar 37,8% da população total, cerca de 75 milhões de pessoas.
Diante desse contexto, a escolha do home care exige atenção a critérios que assegurem a dignidade, a segurança e a qualidade de vida do idoso. O cuidado domiciliar deve ser entendido como um serviço que alia técnica, empatia e comunicação para atender às necessidades específicas de cada paciente.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



