Universidades brasileiras e britânicas unem forças para mitigar impactos climáticos em favelas

Projeto internacional foca na saúde e adaptação de comunidades urbanas vulneráveis no Brasil

Um projeto inovador liderado pela Universidade de Glasgow, do Reino Unido, está mobilizando quatro instituições brasileiras para enfrentar os desafios das mudanças climáticas em favelas e comunidades urbanas do Brasil. Entre elas, destaca-se a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), que integra essa iniciativa internacional com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e sociais que afetam a qualidade de vida de milhões de brasileiros.

Segundo dados do Censo 2022, o Brasil possui mais de 12 mil favelas, onde vivem aproximadamente 16,39 milhões de pessoas, o que representa 8,1% da população total do país. Essas comunidades enfrentam condições precárias de moradia e infraestrutura, tornando-se as mais vulneráveis a eventos climáticos extremos, como chuvas intensas, deslizamentos, enchentes e ondas de calor.

O projeto, chamado PACHA (Análise Participativa para Adaptação Climática e Saúde em Comunidades Urbanas Desfavorecidas no Brasil), atua em três cidades brasileiras: Curitiba (PR), Natal (RN) e Niterói (RJ). A iniciativa utiliza um modelo de Laboratórios Urbanos Participativos, que envolve a colaboração direta com associações de moradores e órgãos governamentais locais. Essa abordagem permite a produção de dados relevantes para a formulação de políticas públicas, o engajamento comunitário em ações de adaptação e a geração de conhecimento para fortalecer a atuação dos municípios.

Paulo Nascimento, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana da PUCPR, explica que o projeto busca “construir capacidades de adaptação às mudanças climáticas com um foco específico na saúde de pessoas que moram em favelas e comunidades urbanas no Brasil”. Ele destaca que a iniciativa integra a geração cidadã de dados com a análise de grandes bases nacionais, o que possibilita o desenvolvimento de políticas públicas que considerem as desigualdades sociais e ambientais.

Além da PUCPR, participam do projeto o Departamento de Tecnologia e Ciência de Dados da FGV EAESP, o Centro de Integração de Dados em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (CIDACS/Fiocruz) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Com financiamento superior a R$ 14 milhões da fundação britânica Wellcome Trust, o PACHA reúne especialistas em clima, saúde, ciências sociais e líderes comunitários para mapear vulnerabilidades considerando gênero, raça e idade.

A iniciativa tem como meta transformar evidências científicas em ações concretas que promovam a adaptação climática e a saúde nas comunidades mais afetadas pelas mudanças ambientais. O projeto reforça a importância da colaboração internacional e interdisciplinar para enfrentar desafios complexos e promover o bem-estar social nas áreas urbanas mais vulneráveis do Brasil.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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