Semana de Conscientização da Síndrome de Asperger destaca diagnóstico e inclusão
Entenda como o TEA nível 1 se manifesta e a importância do apoio ao longo da vida
Na semana em que se celebra o Dia Internacional da Síndrome de Asperger, a atenção se volta para a conscientização sobre essa condição que integra os Transtornos do Espectro do Autismo (TEA). Estima-se que cerca de 37,2 milhões de pessoas no mundo sejam afetadas, e a data tem como objetivo promover informação, combater o preconceito e reforçar a importância do diagnóstico precoce e da inclusão social.
A Síndrome de Asperger, hoje classificada como TEA nível 1, é considerada uma forma mais leve dentro do espectro autista. O neuropediatra Dr. José Gilberto de Brito Henriques, da Afya Educação Médica Belo Horizonte, explica que, apesar de compartilhar características com o autismo clássico, a síndrome apresenta menor intensidade. “Historicamente, o que diferenciava o Asperger era a presença de inteligência preservada e linguagem funcional, apesar de dificuldades na interação social e de padrões de rigidez comportamental”, destaca o especialista.
No Brasil, o Censo 2022 do IBGE revelou que mais de 2,4 milhões de brasileiros possuem diagnóstico de TEA, com predominância entre homens — 1,4 milhão de casos. Essa proporção está alinhada à tendência global, onde a Síndrome de Asperger é diagnosticada até oito vezes mais em homens do que em mulheres.
O Dr. José Gilberto detalha como a síndrome se manifesta ao longo da vida. Na infância, a rigidez comportamental e as dificuldades sociais podem passar despercebidas devido à boa capacidade cognitiva, que muitas vezes mascara os sinais iniciais. Na adolescência, as limitações sociais tornam-se mais evidentes, especialmente nas relações afetivas e na busca por pertencimento, o que pode causar sofrimento emocional. Na fase adulta, o quadro depende do diagnóstico e do acompanhamento realizados anteriormente. “Na ausência de suporte adequado, o quadro pode permanecer camuflado, sobretudo nas mulheres, que frequentemente recorrem a estratégias de adaptação mantidas com esforço pessoal e emocional”, explica o neuropediatra.
O levantamento do IBGE também mostra que a maior concentração de pessoas com TEA nível 1 está na faixa de 0 a 44 anos, com destaque para crianças entre 5 e 9 anos. O aumento dos diagnósticos na infância está relacionado ao maior acesso à informação e à busca ativa por avaliações especializadas.
Entre as comorbidades mais frequentes associadas ao TEA nível 1 está o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Segundo o Dr. José Gilberto, cerca de 80% das crianças com TEA apresentam manifestações compatíveis com TDAH, que muitas vezes são compreendidas dentro do próprio espectro. Além disso, transtornos de aprendizagem, ansiedade e traços obsessivos também são comuns nesse grupo.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



