Nova CNH flexibiliza processo e amplia autonomia para mulheres no Brasil
Mudanças no modelo de habilitação facilitam acesso e reduzem custos para milhões de brasileiras
A nova regulamentação para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil representa um avanço importante para a autonomia de milhões de mulheres. A partir de 2026, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) flexibilizou o processo, eliminando a exigência obrigatória de frequentar autoescolas antes dos exames teórico e prático. Essa mudança torna o caminho para a habilitação mais acessível, digital e alinhado à rotina de muitas brasileiras.
Segundo pesquisa da comunidade “Dona Meu Destino”, que reúne quase um milhão de mulheres motoristas, o custo e a falta de tempo eram os principais motivos para o adiamento da habilitação. “Quando eu consegui minha carteira de motorista, senti que ganhei um pedaço de mundo”, afirma Vittória Gabriela, fundadora da comunidade. Ela destaca que, para muitas mulheres, conciliar trabalho, filhos e outras responsabilidades dificultava o processo tradicional.
Com o novo modelo, o conteúdo teórico passou a ser oferecido gratuitamente e de forma 100% digital pelo aplicativo “CNH do Brasil”. A preparação prática pode ser feita com instrutores credenciados, aulas presenciais ou estudos autônomos no próprio veículo do candidato, mantendo a exigência dos exames finais. O governo federal estima que essa flexibilização pode reduzir em até 80% o custo para tirar a CNH, que antes podia chegar a cerca de R$ 5 mil em algumas regiões.
Para as mulheres, essa redução é especialmente significativa diante da desigualdade salarial, que ainda apresenta uma defasagem de mais de 20% em relação aos homens. A comunidade “Dona Meu Destino” aponta que o maior obstáculo não era apenas o valor das aulas, mas também o tempo e a logística para frequentar autoescolas. Agora, com o conteúdo digital e opções flexíveis, elas podem estudar no ritmo da vida real.
Atualmente, as mulheres representam pouco mais de um terço dos condutores habilitados no país. A expectativa é que o novo modelo aumente essa participação e também contribua para reduzir o número estimado de 20 milhões de brasileiros que dirigem sem habilitação, em grande parte devido aos custos e burocracias do modelo anterior.
Vittória Gabriela ressalta que a nova regra não elimina os exames teórico e prático, apenas oferece caminhos diferentes para chegar até eles. Por isso, a comunidade investe em conteúdo educativo para reforçar a teoria e atitudes que salvam vidas no trânsito. “Segurança é algo que não podemos abrir mão”, pontua.
A “Dona Meu Destino” também oferece orientações sobre as provas e explicações detalhadas sobre o novo modelo da CNH, preparando as mulheres para que enfrentem o processo de forma consciente, seguras e confiantes. Essa iniciativa reforça a importância da mudança como uma conquista que amplia o acesso e a autonomia feminina no trânsito brasileiro.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



