Cinco sinais de que a cultura da sua empresa está adoecendo as mulheres
Entenda como ambientes corporativos podem impactar a saúde mental feminina e o que fazer para mudar
A saúde mental das mulheres no ambiente corporativo tem sido um tema cada vez mais discutido, especialmente diante dos desafios estruturais que impactam diretamente seu bem-estar. A pesquisa “Panorama Mulheres 2025”, realizada pelo Instituto Talenses Group em parceria com o Núcleo de Estudos de Gênero do Insper, destaca que o adoecimento feminino no trabalho está ligado a desigualdades e a culturas organizacionais marcadas por sobrecarga, medo e baixa segurança relacional.
Joyce Romanelli, sócia-diretora da Fluxus, empresa especializada em educação corporativa, alerta que o adoecimento não deve ser visto como fragilidade individual. Segundo ela, “quando o trabalho é mal organizado, sustentado por medo, excesso de cobrança e ausência de diálogo, alguém sente mais, e, na prática, esse impacto recai com mais força sobre as mulheres, que já lidam com dupla jornada, menor espaço de voz e vieses de avaliação”.
Entre os dados que reforçam essa realidade, em 2025 a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais, sendo quase dois terços destinados a mulheres. Para identificar se a cultura da sua empresa está adoecendo as mulheres, Joyce aponta cinco sinais claros:
1. Sobrecarga constante virou regra
Jornadas extensas, urgências permanentes e metas inalcançáveis mantêm corpo e mente em estado de alerta contínuo, aumentando quadros de ansiedade e exaustão emocional. Equipes sempre no limite e a sensação de que “nunca é suficiente” são indicativos desse problema.
2. Medo de errar e cultura punitiva
Ambientes onde o erro é tratado como falha moral reduzem a confiança e a autonomia, gerando estresse crônico. Pessoas evitam se expor ou assumir responsabilidades por receio de punição.
3. Falta de clareza sobre prioridades, papéis e expectativas
A ambiguidade organizacional causa descontrole e desgaste mental, evidenciada por retrabalhos frequentes e cobranças sem critérios claros.
4. Microgestão e baixa autonomia
Controle excessivo transmite desconfiança, diminui o engajamento e aumenta o risco de esgotamento, especialmente em ambientes de alta pressão.
5. Silêncio organizacional
Quando não há segurança para falar ou discordar, os problemas ficam ocultos, impedindo a prevenção e agravando o adoecimento.
Como resposta a esse cenário, a Fluxus lança uma nova turma gratuita do curso Liderança Feminina, que já impactou mais de 20 mil mulheres no Brasil. O programa foca no autoconhecimento, leitura crítica dos contextos organizacionais e desenvolvimento de competências para transformar a cultura do trabalho.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



