Uso incorreto de cloro libera gases tóxicos e pode causar intoxicação grave, alerta especialista

Professora da FEI explica riscos da mistura de produtos de limpeza e orienta cuidados essenciais em casa

O uso incorreto de produtos à base de cloro pode liberar gases tóxicos e causar intoxicações graves, como reações alérgicas e problemas respiratórios. Esse alerta ganha destaque após um acidente em uma academia de São Paulo, onde a suspeita é que a mistura inadequada de produtos químicos na piscina tenha provocado uma fatalidade e hospitalizado outras pessoas.

A professora Anna Cristina Baptista Pereira, da FEI, explica que o principal risco está na falta de conhecimento técnico e na cultura popular de “misturar para limpar melhor”. Segundo ela, “o cloro é um desinfetante de uso geral, considerado um agente bactericida eficiente, mas precisa ser utilizado na proporção correta e para a finalidade adequada. Quando há combinação com outros produtos químicos, o grau de toxicidade aumenta e podem ser liberados gases perigosos”.

Um erro comum é combinar diferentes produtos de limpeza no mesmo recipiente, como cloro com água sanitária, desinfetantes, detergentes ou sabão em pó. Essa prática, muito difundida em ambientes domésticos, pode gerar reações químicas que liberam gases tóxicos, como o cloro gasoso, especialmente em locais fechados e sem ventilação adequada. “O cheiro forte, ao contrário do que se pensa, indica excesso de produto e, consequentemente, a possível formação de substâncias irritantes, como as cloraminas”, alerta a especialista.

A exposição a esses gases pode ocorrer por inalação, contato com a pele ou até ingestão acidental, situação que pode acontecer em piscinas mal manejadas. Mesmo produtos vendidos já diluídos, como a água sanitária, devem ser usados conforme as orientações do rótulo.

A ventilação é um fator decisivo para reduzir os riscos. Em ambientes fechados, a concentração dos vapores aumenta, elevando o perigo de intoxicação, principalmente para pessoas com doenças respiratórias, crianças e pets. “Indivíduos com quadro respiratório mais sensível, como asmáticos, têm maior suscetibilidade. Crianças e pets também exigem atenção redobrada, tanto pelo perigo de inalação quanto pelo contato ou ingestão acidental”, destaca Anna Cristina.

Além disso, o uso de equipamentos de proteção individual, como luvas, óculos de segurança e máscara adequada, é recomendado mesmo em casa. A professora reforça que “não se deve ignorar os riscos por se tratar de uso doméstico. Dermatites de contato e reações alérgicas são relativamente comuns quando há exposição sem proteção”.

Em caso de intoxicação, a orientação é lavar imediatamente a pele com água em abundância e, se houver inalação, levar a pessoa para um local ventilado e buscar atendimento médico urgente. “As instruções constam na ficha de segurança do produto e devem ser seguidas. O atendimento deve ser imediato diante de qualquer sintoma como falta de ar, tontura, irritação intensa ou mal-estar”, orienta a especialista.

Outro ponto importante é o armazenamento correto dos produtos. Eles devem ficar em locais ventilados, longe do alcance de crianças e animais, preferencialmente em prateleiras altas e com identificação clara. Vazamentos e misturas acidentais entre embalagens podem causar reações perigosas.

A professora Anna Cristina conclui que “o desconhecimento dos riscos associados à manipulação de produtos químicos é o principal problema. Informação e prevenção são fundamentais”.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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