Movimento wellness e saúde mental: cuidados para uma alimentação consciente equilibrada

Entenda como o discurso rígido do wellness pode afetar a saúde mental e a relação com a comida

O movimento wellness tem ganhado cada vez mais espaço nas redes sociais, especialmente no que diz respeito à alimentação consciente. Essa tendência, que associa a comida a disciplina e sucesso pessoal, pode trazer benefícios para o estilo de vida, mas também apresenta riscos quando os discursos se tornam rígidos e inflexíveis.

Segundo a neuropsicóloga Aline Reichert, do CEJAM, a alimentação funcional vendida como o único caminho para a saúde ativa um estado de vigilância cognitiva e hipermonitoramento corporal. “Em vez de promover autocuidado, o foco passa a ser controle”, explica. Esse padrão pode gerar ansiedade e culpa, principalmente quando a pessoa cria expectativas muito rígidas sobre seu desempenho alimentar.

Na prática clínica, Aline observa que essa rigidez pode levar a episódios de compulsão e autossabotagem, prejudicando a saúde mental. O problema surge quando a alimentação consciente perde a flexibilidade e passa a dominar a rotina, a vida social e a autoestima da pessoa. Ela alerta: “Se o controle excessivo te trava, te causa insônia, te afasta de eventos por não levar sua marmita ou te deixa mais ansiosa do que feliz, precisamos rever essa postura.”

Outro ponto destacado pela especialista é a linguagem usada nas redes sociais, que muitas vezes associa moralmente os alimentos, classificando-os como “comida limpa” ou “proibida”. Essa visão pode fazer com que as pessoas se sintam boas ou ruins dependendo do que comem, o que contribui para o sofrimento psicológico.

Além disso, esse tipo de discurso pode mascarar transtornos alimentares, como a ortorexia nervosa, caracterizada pela fixação patológica em comer saudável, que gera prejuízo social e rigidez comportamental. Aline ressalta que não é necessário ter histórico de transtorno para desenvolver uma relação adoecida com a comida, especialmente em pessoas com autocobrança excessiva ou baixa autoestima.

No tratamento, a neuropsicóloga trabalha com metas possíveis e flexíveis, incentivando a compaixão diante de recaídas. “Se hoje não deu certo, amanhã tentamos de novo. Não há por que se punir”, afirma. Ela também recomenda reduzir o tempo de exposição às redes sociais para evitar comparações e padrões irreais.

O desafio, segundo Aline Reichert, é preservar a alimentação como um espaço de nutrição, prazer e vínculo social, sem transformá-la em instrumento de controle emocional.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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