Avanço da IA nas escolas: preparando estudantes para o uso consciente e criativo

Como desenvolver habilidades digitais para integrar a inteligência artificial na educação básica

A presença da inteligência artificial (IA) nas escolas deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade concreta. Ferramentas como o ChatGPT já fazem parte do cotidiano de milhões de jovens conectados e começam a ser incorporadas nas práticas pedagógicas. Diante disso, o desafio das instituições de ensino não é mais proibir o uso dessas tecnologias, mas sim orientar estudantes e professores para um uso consciente e produtivo.

Segundo Maria Eduarda Leão, Supervisora de Design de Aprendizagem na Start by Alura, a IA pode ampliar significativamente a criatividade e a capacidade reflexiva dos alunos quando utilizada como instrumento de cocriação, e não como um atalho para respostas prontas. Ela ressalta que “a educação básica forma cidadãos capazes de pensar, argumentar e tomar decisões” e que a IA deve ser integrada como parceira nesse processo, ajudando o aluno a testar ideias, revisar hipóteses e explorar caminhos criativos, sem substituir o esforço intelectual.

O avanço do acesso digital no Brasil reforça a urgência dessa integração. Dados da PNAD 2024 indicam que quase 90% da população brasileira a partir dos 10 anos utiliza celulares para acesso pessoal à internet, o que corresponde a cerca de 167,5 milhões de pessoas conectadas. Esse cenário consolida o celular como o principal meio de acesso à internet no país, tornando essencial que estudantes saibam usar a IA de forma crítica e segura.

Maria Eduarda destaca que o uso da IA deve partir da iniciativa do estudante, que traz uma pergunta ou ideia inicial. A tecnologia funciona como um laboratório de possibilidades, permitindo múltiplas versões, comparações e revisões, o que fortalece a criatividade, autoria e o pensamento crítico. Entre as práticas recomendadas estão atividades que incentivam os estudantes a analisar, questionar e comparar respostas geradas pela IA. Por exemplo, em aulas de História, os alunos podem criar diferentes prompts sobre um mesmo evento para identificar vieses, lacunas e interpretações distintas.

Outro ponto importante é o equilíbrio entre autonomia e automação. A IA deve assumir tarefas repetitivas, mas as decisões complexas continuam sendo responsabilidade humana. “O estudante precisa entender que pode usar a IA para ganhar tempo em processos repetitivos, mas as escolhas, análises e interpretações continuam sendo humanas. Esse limite é essencial para preservar a autonomia intelectual”, explica a especialista.

Para que a IA seja uma aliada da criatividade e não substitua o pensamento, é fundamental o letramento em inteligência artificial desde a Educação Básica. Compreender como os modelos são treinados, a origem dos dados e os limites da tecnologia ajuda a formar uma geração mais crítica, ética e preparada para interagir com a tecnologia de forma consciente. “Ensinar IA não é apenas ensinar a usar ferramentas, mas ensinar a questioná-las. Esse é o verdadeiro papel da escola nesse novo cenário”, conclui Maria Eduarda.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Start by Alura, que apoia escolas no desenvolvimento do pensamento computacional e habilidades digitais alinhadas à BNCC, preparando estudantes para os desafios de uma sociedade cada vez mais tecnológica.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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