Gestão de desempenho: 83% dos gestores compartilham notas e adotam PDI, revela estudo Korn Ferry
Pesquisa aponta avanços e desafios na avaliação de desempenho e uso estratégico de metas nas empresas brasileiras
Um estudo recente da consultoria global Korn Ferry trouxe importantes insights sobre a gestão de desempenho nas empresas brasileiras. Segundo o levantamento, 83% dos gestores compartilham as notas de desempenho com seus colaboradores durante os processos de avaliação, demonstrando um avanço na transparência e comunicação interna. Além disso, 80% das lideranças afirmam estruturar Planos de Desenvolvimento Individual (PDI), conectando avaliação e desenvolvimento profissional.
Apesar desses avanços, o estudo aponta que a governança dos processos de avaliação ainda é fortemente centralizada na área de Recursos Humanos. Em 82% das empresas, o RH define quem participa das avaliações, enquanto o papel dos gestores diretos e dos próprios colaboradores é menor, com 35% e 16%, respectivamente. A participação nas avaliações é maior entre líderes (99%), seguida pela autoavaliação dos colaboradores (88%) e pela avaliação de subordinados (46%).
Outro ponto relevante é a relação entre desempenho, remuneração e progressão de carreira. Para 43% das empresas, os resultados das avaliações estão diretamente vinculados a decisões de remuneração e promoção, enquanto 44% afirmam que essa relação ocorre de forma parcial. Apenas 13% não estabelecem vínculo entre desempenho e recompensas.
As etapas mais comuns nos processos de gestão de desempenho incluem avaliações formais e feedback entre gestor e colaborador (95%), calibração de resultados (75%), apuração dos resultados (69%) e acordo de metas (63%). A prática já é institucionalizada na maioria das organizações, com 89% afirmando possuir um programa formal estruturado, especialmente entre a média liderança (97%) e a alta liderança (89%).
No entanto, Breno Rossi, Sr. Principal da Prática de Estratégia Organizacional na Korn Ferry, destaca que “gestão de desempenho é uma alavanca estratégica quando conecta expectativa, desenvolvimento e decisão”. Ele ressalta que a avaliação deve ser contínua para ter efetividade, e não apenas um rito formal. A avaliação anual ainda predomina (69%), enquanto modelos baseados em feedback contínuo (6%) e avaliações 360 graus (15%) são menos comuns.
O estudo também analisou a incorporação de indicadores ESG (Ambiental, Social e Governança) e DE&I (Diversidade, Equidade e Inclusão) nos sistemas de gestão de desempenho, apontando que essa integração ainda é limitada, especialmente nos níveis operacionais. Apenas 36% das empresas incluem indicadores ESG nas metas da alta liderança, percentual que diminui nos demais níveis hierárquicos. Para metas de DE&I, os números são ainda menores.
Segundo Breno Rossi, um dos principais desafios está no desalinhamento entre metas, cultura e maturidade da liderança, além da tensão entre padronização e flexibilidade em organizações com operações regionais diversas. Sem governança clara e indicadores consistentes, a gestão de desempenho perde coerência e deixa de apoiar a execução da estratégia.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Korn Ferry.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



