Consumo emocional: como as emoções influenciam seus gastos online e como controlar

Entenda os gatilhos do consumo por impulso e descubra estratégias para gastar com consciência

O consumo emocional é uma realidade para quase metade dos brasileiros que fazem compras online. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, 62% dos consumidores admitem realizar compras não planejadas pela internet, e 49% reconhecem que suas decisões são motivadas por gatilhos emocionais, como a busca por recompensa ou sensação de pertencimento.

Esse comportamento é frequentemente impulsionado por sentimentos como estresse, tédio ou solidão, e estimulado por promoções relâmpago (54%) e frete grátis (45%). O cartão de crédito, nesse contexto, funciona como uma “terapia” rápida, mas que pode trazer consequências financeiras sérias. De acordo com a pesquisa, 40% dos entrevistados já gastaram mais do que podiam online, e 35% contraíram dívidas ou atrasaram contas essenciais por causa desses gastos.

Diferenciar um gasto consciente de uma compra por impulso emocional é fundamental para manter a saúde financeira. Enquanto o gasto consciente gera satisfação alinhada aos objetivos pessoais, a compra emocional costuma ser seguida por arrependimento (15%), indiferença (19%) ou medo de não conseguir pagar as dívidas (15%). Thaíne Clemente, executiva da fintech Simplic, destaca que “o alívio do novo produto dura horas, enquanto a fatura do cartão fica por meses”, reforçando a importância de entender que o dinheiro é um recurso finito e que usá-lo para regular emoções não resolve a causa do problema.

Para controlar esses impulsos, especialistas recomendam estratégias práticas. A regra das 24 horas, por exemplo, consiste em esperar um dia antes de finalizar uma compra não planejada, permitindo que a razão avalie a real necessidade do item. Outra ferramenta útil é o diário financeiro-emocional, onde se registra não só os gastos, mas também as emoções que motivaram a compra, ajudando a identificar padrões e gatilhos pessoais.

Além disso, construir um repertório de autocuidado sem custo pode substituir a compra como válvula de escape. Atividades como caminhar ao ar livre, conversar com amigos, meditar ou ler um livro são alternativas que promovem bem-estar genuíno e sustentável. Thaíne reforça que “a saúde financeira e a saúde mental são dois lados da mesma moeda” e que o objetivo é avançar para uma relação mais consciente e saudável com o dinheiro.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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