Radiofrequência não ablativa: avanço no tratamento de sintomas geniturinários e função sexual pós-menopausa
Estudo revela benefícios da radiofrequência para saúde vaginal e sexual em mulheres com Síndrome Geniturinária da Menopausa
A radiofrequência não ablativa surge como uma nova possibilidade no tratamento dos sintomas geniturinários e na melhora da função sexual em mulheres pós-menopausa, segundo um estudo internacional recente publicado na revista Menopause da The Menopause Society. A pesquisa avaliou a eficácia da radiofrequência capacitiva-resistiva monopolar não ablativa (CRMRF) em mulheres com Síndrome Geniturinária da Menopausa (GSM), condição que afeta pelo menos metade das mulheres após a menopausa e provoca sintomas como ressecamento vaginal, dor nas relações sexuais, irritação e sensação de queimação.
O estudo incluiu um grupo controle falso (sham) e demonstrou que o tratamento com CRMRF promoveu melhorias significativas na função sexual global, com destaque para lubrificação, orgasmo e redução da dor durante o ato sexual. A radiofrequência atua por meio do aquecimento térmico controlado, que estimula respostas fisiológicas capazes de aumentar a elasticidade, hidratação e remodelação da mucosa vaginal, revertendo alterações físicas associadas à GSM.
Além deste estudo, pesquisas anteriores já indicavam que a radiofrequência não ablativa pode reduzir sintomas como atrofia vaginal e disfunção sexual, com melhora nos escores de função sexual medidos por instrumentos validados, como o Female Sexual Function Index (FSFI). O tratamento foi considerado seguro e bem tolerado, sem eventos adversos graves relacionados ao procedimento.
No Brasil, a GSM é frequentemente subdiagnosticada e subtratada, em parte devido a tabus sobre saúde sexual feminina e falta de diálogo nas consultas médicas. A radiofrequência não ablativa é especialmente relevante para mulheres que apresentam contraindicações ou preferem evitar terapias hormonais locais.
A médica Alexandra Ongaratto, especialista em ginecologia endócrina e climatério, destaca que “a radiofrequência não ablativa surge como uma opção terapêutica promissora porque pode melhorar esses sintomas sem uso de hormônio, o que é importante para muitas pacientes”. Ela ressalta, porém, que ainda são necessárias pesquisas maiores e de longo prazo para confirmar a segurança e eficácia do método.
Além disso, Ongaratto reforça que o tratamento deve ser parte de uma abordagem clínica integrada, que inclui educação sexual, aconselhamento e outras terapias comportamentais e médicas. “Melhorar a saúde vaginal e a função sexual envolve mais do que uma única tecnologia”, afirma.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



