Perigos do ‘Kit Ressaca’: especialista alerta contra automedicação no Carnaval

Entenda os riscos da mistura de medicamentos com álcool e saiba como prevenir a ressaca com segurança

Com a chegada do Carnaval, muitas pessoas recorrem ao chamado “Kit Ressaca” — uma combinação de analgésicos, antiácidos e anti-inflamatórios — para tentar aliviar os sintomas após o consumo de álcool. No entanto, essa prática pode ser perigosa e não possui respaldo científico, conforme alerta a farmacêutica Aline Aparecida Pereira Souza, responsável técnica pela Farmácia Escola do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR).

Segundo a especialista, o uso desses medicamentos para “anular” os efeitos do álcool pode sobrecarregar órgãos vitais como fígado, rins e estômago. A interação entre fármacos e bebidas alcoólicas pode potencializar a toxicidade, causando sérios danos ao organismo. Entre os riscos estão a sobrecarga do fígado, que pode levar à hepatite medicamentosa, além de danos gástricos como úlceras e hemorragias, especialmente quando anti-inflamatórios são consumidos junto com álcool.

Além disso, a combinação de álcool com analgésicos ou antialérgicos pode provocar sedação excessiva, tontura, confusão mental e perda da coordenação motora, aumentando o risco de quedas e acidentes. Outro perigo é o efeito “mascarado”, quando medicamentos e bebidas energéticas escondem os sinais de embriaguez, levando a um consumo maior de álcool e risco de intoxicação grave.

Aline destaca que muitos medicamentos presentes nesses kits têm contraindicação expressa para uso com álcool, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a venda desses kits justamente por esses riscos. A mistura sem orientação profissional pode reduzir ou anular o efeito dos medicamentos, além de causar alterações na pressão arterial e no ritmo cardíaco.

Para prevenir a ressaca, a farmacêutica recomenda hidratação constante, intercalando um copo de água para cada dose de bebida alcoólica, alimentação adequada — evitando beber de estômago vazio e priorizando alimentos ricos em amido e vegetais — e moderação no consumo, evitando misturar diferentes tipos de bebidas alcoólicas.

No caso de já estar com ressaca, o indicado são medidas não farmacológicas, como repouso absoluto e hidratação intensa com água ou soluções isotônicas para repor eletrólitos. A alimentação deve ser leve, com frutas e caldos, evitando alimentos gordurosos que sobrecarregam o fígado. A automedicação é desaconselhada, pois não acelera a recuperação e pode agravar o quadro clínico.

“É importante ressaltar que não existe um medicamento capaz de anular os efeitos do álcool no organismo. Por isso, a melhor prevenção ainda é o consumo moderado. E se a ressaca incluir vômitos intensos, tonturas extremas ou dores muito fortes, procure um médico”, complementa a farmacêutica.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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