Brasil tem apenas 1% da população fluente em inglês e enfrenta desafio para o futuro do trabalho
Baixa proficiência em inglês limita oportunidades profissionais e competitividade no mercado global
O domínio do inglês é um dos principais fatores para acesso a oportunidades profissionais, acadêmicas e econômicas no mundo atual, especialmente em um cenário cada vez mais mediado pela inteligência artificial. No entanto, o Brasil enfrenta um grande desafio: apenas cerca de 1% da população fala inglês de forma fluente, o que representa aproximadamente 2 milhões de pessoas em um país com mais de 214 milhões de habitantes.
Esse dado, utilizado por instituições como o British Council, revela um gargalo estratégico para o futuro do trabalho e a competitividade nacional. Além disso, o EF English Proficiency Index (EF EPI) 2025, que avaliou 2,2 milhões de pessoas em 123 países, posicionou o Brasil na 75ª colocação mundial, na faixa de baixa proficiência, com pontuação geral de 482.
O relatório destaca que o Brasil apresenta desempenho relativamente melhor em leitura, mas enfrenta dificuldades em fala e escrita — habilidades essenciais para ambientes profissionais, reuniões internacionais, negociações, liderança e atuação em mercados globais. Segundo Thiago Aparecido Gomes da Silva, Doutor em Ciências Sociais e líder educacional, “o problema do Brasil não é acesso à informação, é formação para o uso real da língua”. Ele ressalta que o inglês exigido pelo mercado atual envolve comunicação, tomada de decisão, negociação, empatia cultural e liderança em ambientes globais.
O estudo também aponta desigualdades regionais importantes. O Distrito Federal lidera o desempenho nacional, enquanto Florianópolis é a cidade com maior pontuação em proficiência. Fatores como acesso educacional, renda, exposição internacional e políticas públicas locais influenciam diretamente o domínio do idioma.
Com o avanço da inteligência artificial, a baixa fluência em inglês se torna ainda mais crítica. Embora as ferramentas de tradução automática estejam mais eficientes, elas não substituem competências humanas essenciais no trabalho. Além disso, as tecnologias mais avançadas de IA são desenvolvidas e atualizadas prioritariamente em inglês. Thiago destaca que “inglês e inteligência artificial não competem entre si. Eles se complementam”.
Profissionais fluentes em inglês têm mais chances de ocupar cargos estratégicos, atuar em empresas multinacionais, acessar trabalho remoto internacional e conquistar melhores salários. A expansão da educação bilíngue no Brasil surge como uma resposta estrutural a esse desafio, com o número de escolas bilíngues crescendo ano após ano.
“Ensinar inglês hoje é preparar o aluno para interagir com o mundo”, conclui Thiago. Investir em inglês, aliado ao uso estratégico da inteligência artificial, é uma escolha econômica, social e de futuro para o país.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



