Beachwear inclusivo: como vestir do P ao 52 com modelagem que respeita proporções

Entenda o desafio técnico de criar moda praia que oferece conforto e caimento para todos os corpos

A moda praia inclusiva representa um desafio técnico significativo, especialmente quando o objetivo é vestir do P ao 52 com a mesma modelagem. A Arsie, marca que se destaca nesse segmento, entende que ampliar a grade de tamanhos não é suficiente para garantir caimento e conforto. É preciso um estudo minucioso das proporções corporais para criar peças que realmente funcionem para diferentes corpos.

No beachwear, o desafio é ainda maior devido à exposição do corpo e à necessidade de sustentação com menos tecido. Tecidos elásticos devem ter a tensão calculada para oferecer firmeza sem causar compressão excessiva. Além disso, o posicionamento das alças, a profundidade das cavas, o encaixe do bojo, a largura das laterais e a distribuição do elástico são elementos fundamentais que influenciam diretamente na experiência de quem veste.

Um problema comum é a inadequação da modelagem para corpos com combinações específicas, como pouco volume de busto e costas largas. Nesses casos, um top pode servir no busto, mas apertar nas costas, ou ajustar nas costas e sobrar na frente. Para resolver isso, a Arsie realiza alterações estruturais na base da peça, redistribuindo a largura das costas, ajustando a profundidade da cava e reposicionando as alças para equilibrar sustentação e encaixe sem comprometer o design.

A fundadora da marca, Karine Strapazzon, destaca que “não existe um único corpo padrão, portanto, não pode existir uma única solução”. Por isso, a Arsie trabalha com diversas bases e variações de modelagem, aumentando as chances de cada pessoa encontrar uma peça que realmente funcione para ela. Essa diversidade se aplica tanto às partes superiores quanto às inferiores, com opções variadas de tops e calcinhas que contemplam diferentes necessidades de sustentação, cobertura e estilo.

Entre as opções de calcinhas, há modelos como tanga, fio conforto com parte traseira dupla, shorts, cintura alta, string e bombom com drapeado. Alguns modelos possuem franzidos reguláveis, que permitem ajustar o nível de cobertura, “detalhes que parecem pequenos, mas mudam completamente a forma como a peça veste”, explica Karine.

A lógica da modelagem inclusiva está em oferecer alternativas reais de encaixe, considerando que o corpo não cresce de forma proporcional. “Às vezes a pessoa tem pouco busto e costas largas, ou muito quadril e cintura fina. A gente precisa olhar para essas combinações. Modelagem é estudo de proporção.” Esse cuidado técnico transforma a experiência de uso, pois quando a peça não aperta onde não deve, não escorrega e não marca excessivamente, a pessoa relaxa, mudando completamente a relação com a roupa.

No segmento de beachwear, onde cada centímetro faz diferença, a modelagem deixa de ser apenas uma etapa de desenvolvimento e passa a ser a estrutura central do produto. O desafio está em criar possibilidades reais de encaixe, garantindo que a moda inclusiva seja efetiva e confortável para todos os corpos.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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