Luana Bertolucci volta à Seleção após tratamento de linfoma de Hodgkin: saiba mais
Entenda o que é o linfoma de Hodgkin, seus sintomas e avanços no tratamento da doença
Após um período de afastamento de um ano e meio para tratamento de linfoma de Hodgkin, a meio-campista Luana Bertolucci, de 32 anos, foi convocada novamente para a Seleção Brasileira Feminina de futebol. A notícia reacende o debate sobre esse tipo de câncer que afeta o sistema linfático e que, no Brasil, ainda é diagnosticado tardiamente em muitos casos.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados cerca de 15.630 novos casos de linfomas por ano no país entre 2026 e 2028, sendo 3.070 do tipo Hodgkin e 12.560 do tipo não-Hodgkin. Dados do Observatório de Oncologia mostram que aproximadamente 58% dos diagnósticos ocorrem em estágio avançado, com 60% dos homens e 57% das mulheres recebendo o diagnóstico tardiamente.
O linfoma de Hodgkin é um tumor que afeta principalmente jovens entre 15 e 25 anos, além de adultos entre 50 e 60 anos. Já o linfoma não-Hodgkin é mais comum em pessoas acima de 60 anos. Segundo a onco-hematologista Mariana Oliveira, da Oncoclínicas, não há prevenção conhecida para o linfoma, mas o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Ela destaca que “os linfomas têm alto potencial curativo” e que o conhecimento sobre a doença é essencial para deter sua evolução.
Os sintomas mais comuns incluem aumento dos gânglios linfáticos (ínguas) nas axilas, virilha ou pescoço, dor abdominal, perda de peso, fadiga, coceira no corpo e febre. Em alguns casos, o tumor pode atingir órgãos como baço, fígado, medula óssea, estômago, intestino, pele e cérebro.
O tratamento varia conforme o subtipo do linfoma, mas geralmente envolve quimioterapia, radioterapia ou a combinação de ambas. Em certos casos, terapias alvo-moleculares são indicadas, atuando como “míssil teleguiado” para destruir as células cancerosas. Também pode haver indicação de transplante de medula óssea, dependendo da extensão da doença e da resposta ao tratamento.
Nos últimos anos, avanços importantes têm sido feitos, especialmente com a terapia celular, como o autotransplante e a imunoterapia. Esta última estimula o organismo a reconhecer e combater as células tumorais, “desativando os receptores dos linfócitos” para que o corpo volte a combater o tumor sem os efeitos colaterais comuns a outras medicações.
A história de Luana Bertolucci, que venceu o linfoma de Hodgkin e voltou a atuar na Seleção Brasileira, é um exemplo de superação e reforça a importância do diagnóstico precoce e dos avanços no tratamento do câncer linfático. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



