IA no fitness: limites e potencial dos personal trainers digitais na prática
Especialista destaca que inteligência artificial deve apoiar, não substituir, o educador físico
A inteligência artificial (IA) tem transformado o universo fitness, trazendo soluções inovadoras que vão além dos tradicionais aplicativos de treino. Entre essas novidades, destacam-se gadgets e plataformas que se apresentam como personal trainers digitais, capazes de analisar movimentos, corrigir posturas em tempo real e montar planos adaptativos sem a necessidade da presença de um profissional humano.
Um exemplo é o Atom, dispositivo minimalista desenvolvido pela BodyPark, que promete atuar como um “companheiro de treino” inteligente. Apesar do avanço tecnológico, especialistas alertam para os limites dessas soluções. Gabriel de La Rocha, CEO e fundador da PersonalGO, startup brasileira que conecta treinadores e alunos, ressalta que “soluções automatizadas podem agregar valor à experiência do usuário; porém, não substituem o olhar clínico e o acompanhamento personalizado de um profissional de educação física”.
Segundo La Rocha, transformar a orientação física em um produto padronizado pode parecer atraente, mas sem o acompanhamento humano aumentam os riscos de erros, lesões e desmotivação. A digitalização no setor fitness inclui não apenas gadgets, mas também aplicativos que criam treinos personalizados automaticamente e monitoram desempenho por meio de câmeras e sensores, dispensando o profissional presencial.
O especialista destaca que, embora essas tecnologias ampliem a escala do atendimento, é fundamental estabelecer critérios claros para garantir segurança, eficácia e responsabilidade no acompanhamento dos usuários. “Esse tipo de solução amplia a escala do atendimento; contudo, também exige critérios claros para garantir segurança, eficácia e responsabilidade no acompanhamento dos usuários”, afirma.
Para o futuro do setor, Gabriel de La Rocha defende o uso estratégico da IA como ferramenta de apoio ao educador físico, e não como substituta. “O papel das plataformas digitais deve ser o de potencializar o trabalho do treinador, oferecendo dados, métricas e recursos que facilitem o acompanhamento de resultados”, explica. Ele reforça que apenas um profissional real consegue avaliar o aluno de forma integral, considerando contexto, limitações e nível de motivação, além de oferecer suporte seguro e consistente, essencial para a sustentabilidade e eficácia da rotina de treino.
A PersonalGO, empresa liderada por La Rocha, atua conectando pessoas que desejam se exercitar com personal trainers qualificados, oferecendo um marketplace que facilita o encontro entre alunos e profissionais, além de disponibilizar uma biblioteca com mais de 4 mil exercícios em vídeo.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



