Dengue em casa: cuidados essenciais para proteger sua família da doença
Especialista alerta sobre prevenção da dengue no ambiente domiciliar e destaca medidas práticas
A dengue segue como uma preocupação crescente no Brasil, com projeções que indicam até 1,8 milhão de casos em 2026, segundo dados do Governo do Estado de São Paulo e estudos do projeto IMDC em parceria com Fiocruz e FGV. A maior parte das infecções está concentrada no Estado de São Paulo, que representa 54% dos casos estimados. Diante desse cenário, a atenção aos cuidados dentro de casa é fundamental para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Juliana Damieli, pesquisadora da BASF Soluções para a Agricultura, destaca que o mosquito passa por quatro fases de desenvolvimento — ovo, larva, pupa e adulto — sendo que as três primeiras ocorrem exclusivamente em água parada. “Eliminar recipientes com água parada é a principal forma de interromper o ciclo e reduzir a transmissão”, afirma. Ela explica que o mosquito fêmea precisa do sangue para desenvolver os ovos, o que reforça a importância do controle antes da fase adulta.
O ambiente domiciliar é o principal foco de criadouros, incluindo locais que muitas vezes passam despercebidos, como ralos pouco utilizados em banheiros externos, lavanderias e áreas de serviço. A especialista recomenda a aplicação semanal de sal nesses ralos para reduzir a sobrevivência das larvas. Além disso, é importante manter caixas d’água e reservatórios bem vedados, lavar com água e sabão bebedouros de animais e bandejas de geladeiras, manter calhas limpas e armazenar garrafas vazias com a boca para baixo.
Plantas como bromélias e bambus podem acumular água, mas têm menor relevância epidemiológica em comparação aos criadouros artificiais. Já plantas aromáticas como citronela, manjericão e lavanda podem atuar como repelentes naturais em ambientes internos, mas não substituem as medidas de controle.
Juliana também alerta para o risco de resistência do mosquito aos inseticidas, especialmente quando usados repetidamente. Por isso, o combate à dengue deve combinar manejo ambiental, educação, vigilância e melhorias estruturais para ser mais eficaz e sustentável.
Além das medidas domésticas, a vacinação surge como uma ferramenta importante. A Butantan-DV, vacina aprovada pela Anvisa para pessoas de 12 a 59 anos, é aplicada em dose única e protege contra os quatro sorotipos da dengue. Estudos indicam eficácia de quase 75% contra casos gerais, mais de 91% contra casos graves e 100% contra hospitalizações. Inicialmente, a imunização será destinada a profissionais de saúde das unidades básicas.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
A prevenção da dengue começa em casa, com cuidados simples que podem salvar vidas e evitar surtos da doença.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



