Dengue: cuidados essenciais dentro de casa para prevenir a doença em 2026
Especialista destaca ações práticas para eliminar criadouros do Aedes aegypti no ambiente doméstico
O avanço da dengue no Brasil em 2026 exige atenção especial aos cuidados dentro de casa. Segundo dados do Governo do Estado de São Paulo, até o início de fevereiro foram registrados mais de 4.640 casos e um óbito. Em 2025, o estado confirmou 882.884 casos e 1.124 mortes, reforçando a necessidade de prevenção. Um estudo do projeto IMDC, em parceria com Fiocruz e FGV, estima que o país poderá registrar até 1,8 milhão de casos neste ano, com São Paulo respondendo por 54% das ocorrências.
A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que desenvolve seu ciclo em quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. As três primeiras ocorrem exclusivamente em água parada, enquanto o mosquito adulto é o transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya. Apenas as fêmeas se alimentam de sangue para desenvolver os ovos. Por isso, o controle mais eficaz acontece antes da fase adulta, eliminando os criadouros.
Juliana Damieli, pesquisadora da BASF Soluções para Agricultura, destaca que a maior parte dos criadouros está no ambiente domiciliar. “Inspeções frequentes e a eliminação de água acumulada são medidas decisivas”, afirma. Ela alerta para locais que costumam passar despercebidos, como ralos pouco usados em banheiros externos, lavanderias e áreas de serviço. A aplicação semanal de sal nesses ralos pode ajudar a reduzir a sobrevivência das larvas.
Outras recomendações práticas incluem manter caixas d’água e reservatórios bem vedados, lavar com água e sabão bebedouros de animais e bandejas de refrigeradores, manter calhas limpas, armazenar garrafas vazias com a boca para baixo e descartar corretamente materiais que possam acumular água. Plantas como bromélias e bambus podem acumular água, mas têm menor relevância epidemiológica do que criadouros artificiais. Plantas aromáticas como citronela, manjericão e lavanda podem atuar como repelentes naturais em ambientes internos, porém não substituem as medidas de controle.
A pesquisadora também alerta para o risco de resistência do mosquito aos inseticidas devido ao uso repetido dos mesmos produtos. Por isso, o combate à dengue deve combinar manejo ambiental, educação da população, vigilância entomológica e melhorias estruturais para reduzir a densidade do vetor de forma sustentável.
Além das medidas domésticas, a vacinação surge como estratégia complementar. A Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan e aprovada pela Anvisa para pessoas de 12 a 59 anos, é a primeira vacina do mundo aplicada em dose única contra os quatro sorotipos da dengue. Ela apresenta eficácia de quase 75% contra casos gerais, mais de 91% contra casos graves e 100% contra hospitalizações. Inicialmente, a imunização será destinada às equipes multiprofissionais das unidades básicas de saúde.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa, reforçando a importância da prevenção da dengue dentro de casa para proteger a saúde de toda a família.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



