Consulta pública avalia inclusão de medicamento para câncer colorretal metastático na rede privada
População pode opinar sobre cobertura do Braftovi® nos planos de saúde até 1º de março
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abriu uma consulta pública, de 10 de fevereiro a 1º de março de 2026, para ouvir a população sobre a possível inclusão do medicamento Braftovi® (encorafenibe) na cobertura obrigatória dos planos de saúde. Essa iniciativa visa ampliar o acesso a uma opção inovadora para o tratamento do câncer colorretal metastático com mutação BRAF V600E, um tipo de tumor que apresenta desafios significativos para os pacientes.
O Braftovi® é indicado especificamente para pacientes com essa mutação genética, que está associada a um prognóstico mais desfavorável. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil, com cerca de 45 mil novos casos estimados anualmente para o triênio 2023-2025. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a maioria dos diagnósticos ocorre em estágios avançados, sendo essa doença a segunda principal causa de morte por câncer no mundo.
O estudo clínico BREAKWATER, de fase 3, avaliou a eficácia do Braftovi® em combinação com outros medicamentos e quimioterapia em pacientes que nunca haviam recebido tratamento para a doença. Os resultados mostraram que o grupo tratado com encorafenibe, cetuximabe e quimioterapia apresentou redução do câncer em 65,7% dos casos, contra 37,4% no grupo que recebeu o tratamento convencional. Além disso, houve uma redução de aproximadamente 50% no risco de morte, indicando um benefício significativo para os pacientes.
A consulta pública é um mecanismo de participação social que permite que qualquer cidadão contribua com opiniões e sugestões sobre decisões regulatórias na área da saúde. Para participar, basta acessar a página de consultas públicas da ANS, localizar a consulta nº 167/2026 e enviar sua contribuição por meio do formulário disponível.
A diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro, ressalta que “ampliar o acesso a opções terapêuticas modernas e com evidência científica robusta é fundamental para melhorar perspectivas de tratamento e qualidade de vida” para pacientes com câncer colorretal metastático com mutação BRAF V600E.
Entre os fatores de risco para o câncer colorretal estão hábitos como sedentarismo, obesidade, consumo regular de álcool e tabaco, além da baixa ingestão de fibras, frutas, vegetais e carnes magras. Também existem fatores genéticos e hereditários, como a doença inflamatória intestinal crônica.
Este processo de consulta pública é uma oportunidade para que a sociedade participe ativamente das decisões que impactam a oferta de tratamentos na rede privada, contribuindo para a ampliação do acesso a medicamentos importantes para a saúde da população.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



