Carnaval 2026: cuidados essenciais para evitar intoxicação alimentar nas ruas
Com 56 milhões de foliões, especialista alerta para riscos e prevenção no consumo de alimentos
O Carnaval de 2026 promete reunir 56 milhões de brasileiros com 18 anos ou mais nas ruas, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro. Desses foliões, 62% preferem aproveitar eventos gratuitos, como blocos de rua, trios elétricos e shows abertos. Com tanta gente circulando e consumindo alimentos em ambientes externos, cresce o alerta para os riscos de intoxicação alimentar durante a festa.
Paula Eloize, especialista em segurança dos alimentos, explica que o cenário do Carnaval é propício para a contaminação alimentar. “O Carnaval é uma combinação de calor intenso, manipulação de alimentos ao ar livre, alta rotatividade de público e, muitas vezes, estrutura improvisada. Esses fatores elevam o risco de contaminação e multiplicação de microrganismos”, destaca.
Entre os principais perigos estão alimentos expostos sem refrigeração adequada, maionese caseira fora da temperatura segura, carnes mal acondicionadas, gelo de procedência desconhecida e bebidas armazenadas em recipientes sem higiene. A especialista reforça que a prevenção começa com a observação atenta do consumidor.
É fundamental avaliar a higiene do local, a forma como os alimentos são armazenados e manipulados, se o vendedor utiliza utensílios adequados e se há proteção contra poeira, insetos e contato direto com o público. “Se o alimento está exposto ao sol ou em temperatura ambiente por longos períodos, o risco aumenta consideravelmente”, alerta Paula Eloize.
Outro ponto importante é a hidratação. O consumo de bebidas alcoólicas pode potencializar a desidratação e mascarar sintomas iniciais de mal-estar. Por isso, a recomendação é intercalar o álcool com água potável e verificar a procedência do gelo utilizado.
Caso surjam sintomas como diarreia, vômito, febre e dor abdominal nas horas ou dias seguintes ao consumo, é essencial procurar atendimento médico e evitar a automedicação indiscriminada. “Muitos surtos de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar começam com pequenos descuidos. A informação e a escolha consciente reduzem drasticamente o risco”, alerta a especialista.
Com milhões de pessoas consumindo alimentos preparados e comercializados temporariamente durante o Carnaval, a orientação é clara: observar, questionar e priorizar estabelecimentos ou vendedores que demonstrem organização, higiene e controle visível dos processos.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



