Infecção após fazer as unhas: quando o problema pode exigir cirurgia

Entenda os riscos da paroníquia e como prevenir complicações graves após procedimentos nas unhas

Fazer as unhas é um hábito comum entre muitas mulheres, mas um procedimento aparentemente simples pode trazer riscos sérios à saúde. A paroníquia, inflamação da pele ao redor das unhas causada por bactérias ou fungos, pode evoluir para quadros graves, incluindo a necessidade de cirurgia ou até amputação do dedo.

Recentemente, um vídeo viral no TikTok chamou atenção para esse problema. A influenciadora Ashley Christmas relatou que precisou amputar parte de um dedo após desenvolver uma infecção após fazer as unhas em um salão nos Estados Unidos. No Brasil, um caso semelhante ocorreu com uma mulher de 66 anos em Goiânia, que precisou passar por quatro cirurgias para evitar a perda do dedo após uma infecção severa que evoluiu para necrose.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania, a paroníquia pode ser causada pelo uso de unhas em gel e por materiais não esterilizados. Ele alerta para sinais importantes que devem ser observados após procedimentos nas unhas, como dor persistente, vermelhidão, inchaço e presença de secreção. “Diante de qualquer alteração, a recomendação é não recorrer à automedicação nem tentar resolver em casa, mas buscar avaliação médica”, orienta o especialista.

Na maioria dos casos, a paroníquia tem tratamento simples e boa evolução quando identificada precocemente. O tratamento inicial costuma ser conservador, com uso de antibióticos e compressas mornas para facilitar a drenagem. Porém, se houver formação de abscesso, pode ser necessário um procedimento cirúrgico para escoar o pus.

O médico destaca que o risco de complicações é maior em pessoas com condições de saúde como diabetes ou que demoram a buscar atendimento. Nesses casos, a infecção pode se disseminar pela mão, causando danos graves e até perda da extremidade do dedo.

Para prevenir a paroníquia, a SBCM reforça a importância da esterilização rigorosa dos instrumentos usados nos procedimentos e recomenda que os materiais sejam de uso individual. A higiene frequente das mãos também é fundamental. Além disso, o cirurgião alerta para o cuidado com técnicas agressivas que possam causar lesões na pele, pois ferimentos rompem a barreira protetora do organismo e facilitam infecções.

Essas orientações são essenciais para que práticas de beleza não se transformem em problemas de saúde. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM).

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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