Como Evitar Fraudes e Conflitos no Aluguel por Temporada Durante o Carnaval
Dicas essenciais para identificar anúncios falsos, garantir segurança nas transações e respeitar as regras condominiais na alta temporada
Com a proximidade do carnaval, cresce a busca por imóveis de temporada em áreas litorâneas. Paralelamente ao aumento da demanda, multiplicam-se também os casos de golpes, anúncios falsos e conflitos entre proprietários, hóspedes e condomínios.
A poucos dias do início das festas, o mercado de aluguel de casas e apartamentos de praia volta a aquecer em todo o país. Plataformas digitais e redes sociais concentram milhares de anúncios oferecendo hospedagens para grupos e famílias. No entanto, junto com a alta procura, cresce também o número de fraudes e de problemas relacionados às regras condominiais, especialmente em condomínios fechados e prédios residenciais.
Este é um período considerado “crítico” pela quantidade de irregularidades. A temporada de festas é o momento em que mais surgem anúncios falsos, reservas inexistentes e imóveis que não correspondem ao que foi prometido. O consumidor precisa redobrar a cautela.
Além das fraudes, há ainda o risco de conflitos com condomínios que possuem normas específicas para locações de curto prazo. Muitos proprietários desconhecem as regras internas e acabam enfrentando multas ou até impedimentos de entrada dos hóspedes.
Antes de fechar qualquer reserva, é essencial verificar se a locação por temporada é permitida no condomínio. Muitos edifícios têm restrições claras, principalmente quando se trata de grupos grandes, festas ou permanências muito curtas. Se a prática for proibida pela convenção condominial, tanto o proprietário quanto o hóspede podem enfrentar problemas.
Outro ponto de atenção é a segurança da transação. Locatários devem desconfiar de anúncios com preços muito abaixo do mercado, exigência de pagamento integral antecipado ou ausência de contrato formal. Um dos primeiros sinais de alerta é quando o suposto proprietário evita fornecer informações ou se recusa a formalizar a locação. A falta de contrato e de comprovantes é o caminho certo para cair em um golpe.
Os consumidores devem priorizar plataformas reconhecidas, solicitar vídeos recentes do imóvel, verificar o CPF ou CNPJ do anunciante, buscar referências de outros hóspedes e evitar pagamentos por meios que não permitam rastreamento.
Para os proprietários, a recomendação é agir de forma preventiva: comunicar a administração do condomínio, cadastrar previamente os hóspedes e estabelecer regras claras em contrato. A prevenção é o melhor caminho para evitar dores de cabeça. Quem age com transparência reduz significativamente o risco de conflitos, multas ou responsabilização por danos causados pelos hóspedes.
Com o início da alta temporada, a orientação geral é simples: verificar informações, checar mais de uma fonte e formalizar a locação por escrito. Dessa forma, hóspedes e proprietários podem aproveitar o carnaval com mais segurança jurídica e sem surpresas desagradáveis.
Por Dra. Siglia Azevedo
Advogada, especialista em direito imobiliário, mestre em sistemas de resolução de conflitos, doutoranda em direito civil, referência em mediação de conflitos condominiais
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