Cena de Três Graças destaca violência patrimonial e reforça autonomia financeira feminina

Novela da Globo expõe controle sobre bens e a importância do conhecimento financeiro para mulheres

A novela Três Graças, da Rede Globo, trouxe à tona um tema pouco discutido, mas de grande relevância: a violência patrimonial contra mulheres. Em uma cena marcante, a personagem Lorena reage ao ver a mãe, Zenilda, descobrir a traição do marido, que se recusa a sair de casa alegando que o imóvel e todos os bens estão em seu nome. Essa situação expõe uma forma de abuso que muitas vezes passa despercebida: o controle sobre os bens e recursos financeiros da mulher.

A violência patrimonial ocorre quando há controle, retenção ou uso indevido dos bens, dinheiro e documentos da mulher. A Lei Maria da Penha reconhece essa prática como uma forma de violência doméstica, que vai além da posse formal de imóveis. Pode incluir impedir o acesso ao salário, administrar sozinho os recursos da família, esconder documentos, vender patrimônio sem consentimento ou criar dívidas em nome da parceira.

Na cena da novela, o argumento de que a casa “está no nome dele” revela uma tentativa de usar o patrimônio como instrumento de poder. No entanto, mesmo que o imóvel esteja registrado em nome de apenas um dos cônjuges, o regime de bens do casamento pode garantir direitos à outra parte, informação que muitas mulheres desconhecem.

Para a planejadora e educadora financeira Adriana Ricci, “quando a mulher entende como funciona o regime de bens, acompanha as finanças da casa e sabe quais são seus direitos, ela não fica refém de ameaças. Educação financeira traz clareza e fortalece a tomada de decisão”. Ela destaca que a dependência financeira amplia o medo e dificulta reações diante de situações abusivas.

Adriana reforça que é fundamental que a mulher saiba quanto entra e quanto sai, tenha acesso às contas bancárias e participe das decisões sobre compra de imóveis, financiamentos e investimentos. “Organização financeira é, antes de tudo, uma forma de defesa”, afirma.

O debate provocado pela novela amplia a discussão para além da ficção, mostrando que a violência patrimonial não se limita à destruição de objetos ou retenção de cartões. Ela também se caracteriza quando o patrimônio é usado para intimidar e impor condições. Um caso comum é quando apenas um dos parceiros administra as contas da casa, mesmo que a mulher trabalhe e tenha seu salário depositado em uma conta conjunta controlada pelo companheiro. Sem acesso aos extratos e informações, ela fica vulnerável a dívidas e falta de reservas financeiras.

Adriana conclui que “informação e participação nas decisões financeiras reduzem esse risco”, destacando a importância da autonomia financeira para a proteção e o empoderamento das mulheres.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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