Saúde mental avança além da psiquiatria com crescimento da prescrição por endocrinologistas

Estudo revela aumento significativo no uso de medicamentos psiquiátricos por outras especialidades médicas no Brasil

A saúde mental no Brasil está passando por uma transformação importante, com um avanço que ultrapassa os limites da psiquiatria tradicional. Um estudo recente da Memed, marca líder em prescrição digital no país, revela que quase 1 em cada 5 receitas de medicamentos psiquiátricos é atualmente prescrita por médicos de outras especialidades, especialmente endocrinologistas.

Nos últimos 24 meses, a prescrição de medicamentos para saúde mental por endocrinologistas cresceu 61%, destacando uma tendência de integração entre o cuidado metabólico e o tratamento de condições como obesidade, ansiedade e distúrbios do sono. Segundo Fábio Tabalipa, Diretor Médico e Head de Dados da Memed, “esse uso não está ligado a um aumento de diagnósticos psiquiátricos nessas especialidades, mas a uma ampliação das estratégias terapêuticas para lidar com comorbidades frequentes no cuidado metabólico”.

Os endocrinologistas têm recorrido cada vez mais a antidepressivos, como antagonistas dos receptores 5-HT2 e antidepressivos duais (ISRSN), para complementar o tratamento da obesidade, ajudando a aliviar sintomas associados como ansiedade e problemas de sono. Além disso, outras especialidades também apresentam crescimento nas prescrições: médicos generalistas aumentaram em 53% o uso de antidepressivos tricíclicos, utilizados para dor crônica, distúrbios do sono e ansiedade, e em 49% os antagonistas de receptores ligados à regulação do sono. Clínicos médicos, por sua vez, tiveram aumento de 34% nas prescrições de estabilizadores de humor.

Apesar dessas mudanças, a psiquiatria permanece como a principal responsável pelo volume total de prescrições, concentrando cerca de 81% do mercado, o que indica uma maturidade estável na área. No entanto, a redistribuição do cuidado com a saúde mental entre diferentes especialidades aponta para uma nova dinâmica na prática médica, que exige maior coordenação entre profissionais e o uso de tecnologias para apoiar o acompanhamento dos pacientes.

O estudo da Memed destaca que sintomas como insônia, fadiga e desregulação do ritmo circadiano são frequentemente o ponto inicial para o tratamento fora da psiquiatria, com o uso de antidepressivos antagonistas dos receptores 5-HT2 e antipsicóticos em baixas dosagens presentes em cerca de 30% das prescrições feitas por generalistas e clínicos médicos.

Neste mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, os dados reforçam que o cuidado com o bem-estar psicológico está cada vez mais integrado aos aspectos metabólicos e funcionais da saúde, refletindo uma mudança no olhar dos profissionais de saúde no Brasil.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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