Recém-nascido sobrevive cinco horas sem batimentos cardíacos após cirurgia complexa

Caso raro destaca importância de terapias avançadas e suporte multidisciplinar em cardiologia pediátrica

Um caso surpreendente e raro reacende o debate sobre o acesso a terapias avançadas no Brasil. Matias de Oliveira Resende, um recém-nascido diagnosticado com Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo, sobreviveu cinco horas sem batimentos cardíacos enquanto estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após passar por uma cirurgia cardíaca de alta complexidade.

O diagnóstico foi feito ainda na gestação, durante um ecocardiograma fetal no quinto mês, o que permitiu um planejamento detalhado para o parto e tratamento imediato. Matias nasceu no hospital Mater Dei Santo Agostinho, em Belo Horizonte, com peso e estatura dentro dos padrões saudáveis, e foi transferido para uma unidade especializada logo após o nascimento.

A condição do bebê, que afeta cerca de 2% a 4% das cardiopatias congênitas, envolve o baixo desenvolvimento das estruturas essenciais do coração esquerdo. Sem intervenção, o prognóstico é severo. Por isso, Matias passou por duas cirurgias cardíacas na primeira semana de vida, sendo uma delas com duração de 12 horas, para reconstrução do arco da aorta e restabelecimento do fluxo sanguíneo.

O sucesso do procedimento foi possível graças à atuação de uma equipe multidisciplinar da CardioWays, um hub de cardiologistas que promove uma jornada de cuidado integrada e humana. O uso da Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO), tecnologia que substitui temporariamente a função do coração, foi fundamental para manter Matias vivo durante o período em que seu coração ficou sem batimentos.

Segundo a especialista Marina Fantini, cofundadora da CardioWays, “um dos pontos-chave foi compreender que a ausência de batimentos cardíacos não representava uma falência irreversível, mas uma condição transitória”. A ECMO foi mantida por cinco dias após a cirurgia até que o coração retomasse sua função de forma autônoma.

Após alta hospitalar, a expectativa é que Matias tenha uma vida normal, sem necessidade de novos procedimentos cardiológicos. O caso ilustra a importância das tecnologias de suporte circulatório para salvar vidas, mas também evidencia um gargalo estrutural no sistema de saúde brasileiro, que ainda limita o acesso a dispositivos como corações artificiais e dispositivos de assistência ventricular.

A CardioWays foi criada para ampliar o acesso a essas terapias avançadas, oferecendo tratamento integrado e estruturando centros especializados. A iniciativa busca transformar casos excepcionais, como o de Matias, em uma realidade mais comum no país, garantindo cuidado seguro e eficiente para pacientes com insuficiência cardíaca grave.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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