Carnaval: dicas essenciais para se prevenir de doenças infecciosas antes e durante a folia

Saiba como vacinas, exames e cuidados simples ajudam a evitar riscos à saúde no Carnaval

O Carnaval é um momento de celebração, mas também um período em que a saúde pode ficar vulnerável a doenças infecciosas, como mostram dados da Abramed, COE, CEJAM e do Ministério da Saúde. A combinação de grandes aglomerações, consumo de álcool, noites mal dormidas e mudanças na rotina aumenta a exposição a riscos evitáveis, especialmente para infecções como covid-19, dengue e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Segundo a Abramed, em 2023 houve um aumento de 20,2% na positividade para covid-19 logo após o Carnaval, e em 2024 observou-se crescimento na incidência de dengue nas primeiras semanas do ano. O Ministério da Saúde registrou cerca de 493 mil casos prováveis de dengue e 217 óbitos confirmados nos dois primeiros meses de 2025, período que inclui o pré e pós-folia.

No que diz respeito às ISTs, o Carnaval é apontado como o período de maior exposição ao risco, devido ao consumo de álcool e drogas, que reduzem a percepção de risco e aumentam as relações sexuais desprotegidas, conforme dados do CEJAM.

Para reduzir esses riscos, especialistas recomendam cuidados antes da festa. A infectologista Maria Isabel de Moraes-Pinto destaca a importância da antecipação, com atualização da carteira de vacinação, incluindo vacinas contra influenza, covid-19 e hepatite B. Além disso, exames preventivos como hemograma, avaliação metabólica e cardiológica ajudam a identificar condições que podem ser agravadas durante a folia.

No cuidado com as ISTs e o Papilomavírus humano (HPV), a ginecologista Maria dos Anjos Neves Sampaio Chaves ressalta que a prevenção envolve o uso de preservativo e acompanhamento regular da saúde. A vacina contra o HPV é uma ferramenta de prevenção primária, enquanto a testagem, que pode ser feita por meio da genotipagem do DNA do vírus, é um exame de rastreio que identifica subtipos de alto risco. A autocoleta é uma opção que amplia o acesso ao exame, especialmente para mulheres com dificuldades no exame ginecológico tradicional, mas não substitui a avaliação médica.

Além das vacinas e exames, medidas simples são essenciais: uso de preservativo em todas as relações sexuais, hidratação adequada, moderação no consumo de álcool e descanso entre os dias de folia. Atenção a sintomas persistentes após o Carnaval também é fundamental para evitar diagnósticos tardios.

O Carnaval não cria doenças, mas pode expor vulnerabilidades já existentes. Por isso, antecipar cuidados transforma a festa em um momento de celebração com mais segurança para a saúde.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 58 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar