Uso de caneta emagrecedora: especialista alerta para acompanhamento médico essencial
Anvisa reforça riscos do uso indevido e destaca importância da prescrição e monitoramento clínico
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou recentemente um alerta importante sobre o uso de canetas para tratamento de obesidade e diabetes sem prescrição ou acompanhamento médico. O comunicado foi motivado pelo aumento de notificações de casos suspeitos de pancreatite associados a esses medicamentos no Brasil, reforçando a necessidade de um acompanhamento clínico rigoroso durante o tratamento.
A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, órgão fundamental para a digestão e o controle da glicose no sangue. Em casos agudos, essa condição pode causar dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e, em situações graves, levar à falência de múltiplos órgãos e risco de morte. Essa reação adversa já está descrita nas bulas dos medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, que incluem canetas como Ozempic, Saxenda e Mounjaro.
O médico George Mantese, especialista em saúde metabólica, explica que “a Anvisa reforça que o fato de o nome comercial constar na notificação não significa, necessariamente, que o produto utilizado fosse original, já que há registros de canetas falsificadas ou manipuladas sendo comercializadas ilegalmente”. Ele destaca que o alerta visa evitar o uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas em bula, que atualmente são principalmente para obesidade e diabetes, com algumas exceções específicas.
Mantese ressalta que o alerta não indica que esses medicamentos devam ser abandonados, mas sim que seu uso deve ser responsável. “Esses remédios são ferramentas extremamente importantes e eficazes, com benefícios claros quando bem indicados. O problema começa quando são usados sem avaliação clínica adequada, sem investigação de fatores de risco e, principalmente, sem acompanhamento médico”, afirma.
Além disso, o especialista lembra que pacientes com diabetes, obesidade e dislipidemia já possuem maior risco para pancreatite, o que reforça a importância do monitoramento médico para avaliar se os sintomas estão relacionados ao medicamento ou às condições de base.
As fabricantes dos medicamentos também confirmam que a pancreatite é um risco conhecido e descrito em bula. A Novo Nordisk, responsável por Ozempic e Saxenda, orienta que pacientes interrompam o tratamento diante de sintomas sugestivos. Já a Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, monitora continuamente os dados de segurança e classifica a pancreatite aguda como reação adversa incomum.
Mantese conclui que “até o momento, não há recomendação para suspensão geral do uso das canetas. Os dados disponíveis indicam que os benefícios terapêuticos continuam superando os riscos quando os medicamentos são utilizados dentro das indicações aprovadas e com acompanhamento profissional adequado”. Ele reforça que “não existe atalho seguro em saúde” e que o uso sem indicação e avaliação clínica transforma um tratamento eficaz em um risco desnecessário.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



