Segurança da mulher no Carnaval: 5 formas de agir contra o assédio

Entenda a importância da ação coletiva para combater a violência durante a folia

O Carnaval é um momento de celebração e alegria, mas também evidencia desafios importantes relacionados à segurança das mulheres. Segundo o Índice de Conscientização sobre Violência contra Mulheres, lançado pelo Instituto Natura e Avon, 62% dos brasileiros não sabem reconhecer ou agir diante de situações de violência contra mulheres. Além disso, metade das pessoas já deixou de intervir por medo de sofrer consequências.

A antropóloga Beatriz Accioly, líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência Contra Meninas e Mulheres no Instituto Natura, destaca que a violência no Carnaval não é um “desvio de festa”, mas uma expressão das desigualdades estruturais presentes na sociedade. Ela reforça que focar apenas na proteção individual da mulher, como evitar ficar sozinha, é um equívoco. “A segurança da mulher na folia depende, na verdade, de infraestrutura urbana, serviços públicos preparados e uma mudança cultural sobre o consentimento”, explica.

Para enfrentar esse cenário, o Instituto Natura apresenta cinco formas de intervir em situações de assédio durante o Carnaval, sem colocar a própria segurança em risco:

1. Aprenda e divulgue sinais discretos para pedir ajuda, como o gesto de abrir e fechar a mão com o polegar centralizado na palma.
2. Organize saídas coletivas e estabeleça pontos de encontro para criar redes de cuidado entre amigos.
3. Use a técnica da distração: finja conhecer a mulher em situação suspeita e ofereça ajuda para se afastar do agressor, com frases como “Oi, amiga, vamos ao banheiro juntas?”.
4. Acione seguranças ou policiais, indicando o local da violência para uma intervenção rápida.
5. Fique atento ao consentimento vulnerável: mulheres visivelmente embriagadas não podem consentir, e é papel de amigos e desconhecidos protegê-las de contatos não autorizados.

Beatriz também ressalta a importância de diferenciar paquera consentida de importunação sexual, que inclui toques não autorizados e configura crime. Ela lembra que o “não é não” é uma conquista cultural que deve ser reforçada por políticas públicas.

Além do assédio em espaços públicos, a especialista alerta que a violência doméstica continua presente durante o Carnaval, reforçando a necessidade de uma atuação coletiva e ativa para proteger as mulheres em todas as situações.

Para mulheres que enfrentam violência, o Instituto Natura oferece a assistente virtual Ângela, que fornece informações sobre serviços e leis, além de atendimento especializado. Em 2025, a plataforma realizou 458 atendimentos, com encaminhamentos para políticas públicas e apoio de transporte seguro.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Instituto Natura.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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