Mulheres das favelas lideram decisões de compra e transformam o consumo em 2026
Estudo revela protagonismo feminino nas escolhas e fidelidade a marcas em comunidades brasileiras
O protagonismo das mulheres das favelas brasileiras no consumo está cada vez mais evidente. Segundo o estudo Tracking das Favelas – Tendências 2026, conduzido pela NÓS – Inteligência e Inovação Social, elas são o principal vetor de decisão de compra e recompra em categorias essenciais, como alimentos, higiene, beleza e limpeza. Com base em dados coletados em mais de seis mil comunidades, o levantamento revela que essas mulheres experimentam mais, influenciam o consumo da casa e lideram mudanças culturais nos hábitos de consumo desses territórios.
O estudo destaca que as mulheres das favelas mantêm uma consistência maior na intenção de recompra e são mais rápidas em penalizar marcas que não entregam o esperado. Em setores sensíveis, como o de telefonia, a preferência por uma marca pode cair rapidamente diante de um atendimento ruim ou instabilidade no serviço. Isso mostra que a fidelidade está diretamente ligada à entrega eficaz e à experiência real do consumidor.
Além disso, o levantamento aponta que, ao escolher bancos, as mulheres priorizam a segurança, a estabilidade e a autonomia financeira, valorizando instituições confiáveis e intuitivas, em vez de inovações técnicas. Essa preferência reforça que discursos centrados em autonomia financeira geram mais engajamento do que conteúdos técnicos ou superficiais.
Outro ponto importante do estudo é a valorização da curadoria e do benefício emocional. No entretenimento, por exemplo, as mulheres preferem plataformas que ofereçam segurança emocional e conteúdo familiar estruturado. No segmento de beleza, marcas que dialogam com autocuidado, representatividade e autoestima ganham destaque. O Boticário e a Dove são citadas como exemplos que atendem a essas necessidades, oferecendo produtos que reforçam a confiança funcional e o autocuidado acessível.
Para as marcas, o recado é claro: conquistar a mulher da favela é conquistar todo o território. Elas são líderes nas decisões de compra e recompra, e sua aprovação influencia toda a família. Por outro lado, uma experiência negativa pode levar ao abandono da marca por toda a casa. Portanto, as empresas precisam focar em entregas reais, benefícios emocionais e relevância para esse público, evitando discursos vazios e experiências superficiais.
O estudo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da NÓS – Inteligência e Inovação Social, que atua há 15 anos em favelas brasileiras, utilizando tecnologia própria para monitorar o comportamento de consumo e garantir a qualidade das informações. Essa pesquisa reforça a importância de reconhecer o poder de decisão das mulheres nas favelas e a necessidade de marcas se adaptarem a esse cenário para construir relações duradouras e significativas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



