Da Visibilidade à Confiança: Por Que a Reputação Vai Além das Redes Sociais
Entenda por que a presença digital não é suficiente para construir credibilidade duradoura e como a comunicação estratégica fortalece a reputação das marcas.
A presença digital de marcas e lideranças cresce em ritmo acelerado. A busca por engajamento nas redes sociais tem se tornado estratégia recorrente para aumentar a visibilidade e, consequentemente, as vendas. No entanto, mais do que aparecer, marcas e lideranças precisam construir significado, credibilidade e vínculo entre a empresa e o cliente, uma vez que a construção de reputação se torna centrada na confiança e na forma como aquela marca se comunica com o consumidor.
Muito além das postagens, a construção da confiança da marca é resultado da percepção consolidada que diferentes públicos (como imprensa, consumidores, colaboradores e parceiros) levam em consideração ao longo do tempo. Essa diferença tem implicações diretas na forma como empresas se posicionam no mercado. Segundo dados do Reputation Institute (RepTrak), 84% do valor de mercado de uma companhia vem de fatores atrelados à sua reputação. Um dado que reforça a importância de ações estruturadas e contínuas de comunicação institucional, em vez de depender exclusivamente da performance nas redes sociais.
“Quando uma marca aparece sem coerência com seu posicionamento, ela até pode ser notada, mas não necessariamente será lembrada com credibilidade. A reputação se constrói com constância, escuta e uma comunicação bem direcionada”, explica a jornalista e especialista em Comunicação Empresarial, Francine Ferreira.
Conteúdos publicados sem alinhamento estratégico, ainda que alcancem grande número de pessoas, não necessariamente contribuem para a credibilidade da marca. Em alguns casos, podem gerar ruído, desviar o foco ou expor a empresa a interpretações distorcidas.
Instituições, indústrias ou negócios com reputação consolidada são vistas com mais segurança por investidores, têm mais facilidade para atrair talentos e costumam se recuperar mais rapidamente em cenários de crise.
Neste contexto, é ideal que as agências de comunicação atuem desenvolvendo estratégias voltadas à construção de reputação e autoridade pública. Para além das tradicionais ações de marketing e presença digital nas redes sociais, o trabalho de comunicação deve incluir diagnósticos precisos e aprofundados, produção de conteúdo autoral, posicionamento de lideranças e foco na consolidação da imagem institucional das marcas.
Toda estratégia precisa de um plano real que envolva posicionamento institucional, clareza de mensagem e relacionamento com veículos de imprensa. É essa combinação que permite transformar presença em reconhecimento e visibilidade em influência legítima.
No cenário atual, reputação não é um resultado automático da exposição, é uma construção planejada que exige método, consistência e alinhamento entre discurso e prática.
Por Francine Ferreira
jornalista e especialista em Comunicação Empresarial, diretora e fundadora da Expressio Comunicação Humanizada
Artigo de opinião



