Maternidade e Ciência: Como Conciliar a Carreira Acadêmica com a Vida Materna

Dra. Licia Mota destaca que a maternidade potencializa competências essenciais para a excelência científica

No Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, a médica reumatologista e pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), Dra. Licia Mota, compartilha uma visão inovadora sobre a relação entre maternidade e carreira científica. Segundo ela, a maternidade não é um obstáculo para a excelência acadêmica, mas sim um fator que potencializa competências essenciais para a produção científica de alta qualidade.

Dra. Licia Mota destaca que gestar, parir e amamentar desenvolve habilidades como planejamento extremo, gestão de tempo, resiliência, foco e maturidade emocional. Essas competências, embora raramente valorizadas no meio acadêmico, são fundamentais para o sucesso na pesquisa científica. Ela ressalta que, quando apoiadas, essas habilidades transformam a maternidade em uma experiência planejada, desejada e enriquecedora durante a pós-graduação.

Apesar desse potencial, a pesquisadora alerta que o modelo atual dos programas de pós-graduação ainda não está preparado para acolher a maternidade como parte da vida das cientistas. Muitas mulheres enfrentam a maternidade de forma solitária e exaustiva, devido à ausência de políticas claras e apoio institucional. Dra. Licia enfatiza que o problema está em tratar a maternidade como exceção, risco ou fragilidade, quando ela é uma realidade para muitas pesquisadoras.

Para mudar esse cenário, a pesquisadora defende a necessidade urgente de conciliar o tempo dedicado à ciência com o tempo da maternidade. Ela menciona que garantir a extensão de prazos sem penalização, proteger bolsas durante licenças e formar orientadores sensíveis a essas realidades não são concessões, mas investimentos científicos. Além disso, destaca avanços importantes, como a Lei nº 13.536/2017, que assegura a prorrogação de bolsas por maternidade, e a inclusão da licença-maternidade no Currículo Lattes, embora reconheça que a mudança cultural e estrutural ainda seja necessária.

O Brasil tem se destacado no protagonismo feminino na ciência, ocupando o terceiro lugar mundial em participação feminina em publicações científicas, com as mulheres representando 55% dos alunos de mestrado e doutorado, segundo dados da CAPES. No entanto, para que esse avanço seja sustentável, é fundamental que as instituições acadêmicas promovam condições reais de formação e equidade ao longo do percurso das mulheres cientistas.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Dra. Licia Mota, reforçando a importância de políticas inclusivas que valorizem a maternidade como parte integrante da trajetória científica feminina.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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