Estudo inédito revela ligação entre superdotação e transtorno obsessivo-compulsivo em adultos
Pesquisa internacional destaca padrões neuropsiquiátricos em pessoas com altas habilidades cognitivas
Um estudo inédito publicado na Open Minds International Journal trouxe à tona uma nova perspectiva sobre a relação entre superdotação e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) em adultos. Liderada pelo neurocientista Dr. Fabiano de Abreu Agrela, especialista em Neurociências e Genômica, a pesquisa destaca que indivíduos com altas habilidades cognitivas apresentam uma frequência acima da média de sintomas obsessivo-compulsivos, especialmente os tipos “verificador” e “perfeccionista”.
A investigação contou com a participação do Gifted Debate, o maior grupo de superdotados do mundo, vinculado ao Centro de Pesquisa e Análises Heráclito (CPAH), com mais de 500 participantes. Essa amostra robusta permitiu observar padrões psicológicos e neurobiológicos específicos, desafiando o paradigma clínico tradicional que muitas vezes subestima as vulnerabilidades emocionais de pessoas com alto QI.
Segundo o estudo, o alto quociente intelectual não age como fator de proteção contra transtornos mentais. Pelo contrário, há uma correlação positiva entre superdotação e o desenvolvimento de comportamentos obsessivo-compulsivos. Esses comportamentos estariam relacionados à hiperatividade do eixo cortico-estriatal-tálamo-cortical, uma área do cérebro associada ao TOC, e são potencializados por características comuns em superdotados, como hiperfoco, necessidade de controle e hiperestímulo cognitivo.
O artigo também apresenta o modelo DWRI (Development of Wide Regions of Intellectual Interference), desenvolvido pelo Dr. Fabiano de Abreu, que propõe uma amplificação das conexões entre áreas cerebrais como o córtex pré-frontal dorsolateral, o cíngulo anterior e a junção temporoparietal. Essas regiões, responsáveis por habilidades como mentalização e teoria da mente, apresentam hiperativação em superdotados com TOC, indicando um funcionamento cerebral distinto que pode exigir uma reinterpretação dos manuais diagnósticos tradicionais.
De acordo com o neurocientista, “transtornos em superdotados devem ser compreendidos a partir de um modelo que integre neurogenética, neurodesenvolvimento e variáveis sociais. Tratar o QI elevado como fator de proteção psicológica é uma simplificação equivocada que compromete diagnósticos precoces e intervenções adequadas”.
O rigor metodológico e a originalidade do estudo foram reconhecidos internacionalmente, reforçando a posição do Brasil na vanguarda da neurociência aplicada à superdotação. Este trabalho representa um avanço importante para a compreensão da complexidade psíquica dos superdotados e abre caminho para abordagens clínicas mais adequadas.
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