Dia Internacional da Epilepsia: riscos e cuidados essenciais durante as crises
Especialista alerta para a morte súbita e orienta primeiros socorros para pacientes com epilepsia
No dia 9 de fevereiro, celebra-se o Dia Internacional da Epilepsia, data que reforça a importância de conscientizar sobre essa condição neurológica que afeta milhões de pessoas no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões de pessoas vivem com epilepsia globalmente, e no Brasil, entre 2019 e 2024, foram registrados 296.017 casos, segundo dados do Datasus.
A epilepsia é uma condição que pode aumentar em até três vezes o risco de morte prematura, principalmente devido à SUDEP (Morte Súbita Inesperada na Epilepsia), uma complicação grave que ocorre por pausas na respiração durante ou após as convulsões. O neurologista da Afya Montes Claros, Dr. Marcelo José da Silva de Magalhães, explica que pacientes obesos e aqueles que apresentam crises noturnas têm maior risco de desenvolver essa síndrome.
Um estudo recente publicado pela revista The Lancet indica que a SUDEP pode estar associada a mais de 20% das mortes súbitas não explicadas em pessoas com menos de 50 anos. Além disso, homens com obesidade e pacientes com crises durante o sono apresentam risco significativamente maior.
Para reduzir esse risco, o especialista destaca a importância do controle rigoroso das crises, que envolve acompanhamento regular com neurologista, uso correto e contínuo dos anticonvulsivantes e tratamento dos fatores de risco clínicos. Além disso, tecnologias como sensores de colchão, câmeras com inteligência artificial, braçadeiras e pulseiras que monitoram movimentos e frequência cardíaca podem ajudar na detecção precoce das crises e na rápida intervenção de cuidadores.
Durante uma crise epiléptica, saber como agir é fundamental. Dr. Marcelo José orienta: cronometre a crise e, se durar mais de cinco minutos, acione o SAMU (192). Proteja a cabeça da pessoa com um objeto macio e afaste móveis ou objetos cortantes. Vire a pessoa de lado para evitar sufocamento e afrouxe roupas apertadas para facilitar a respiração. Acompanhe até que a pessoa recupere a consciência, lembrando que ela pode ficar confusa e cansada.
É importante não tentar segurar os movimentos da pessoa, não colocar objetos na boca e não oferecer água ou remédios até que ela esteja plenamente alerta. Essas orientações simples ajudam a garantir segurança e conforto durante a crise, contribuindo para a prevenção de complicações e proteção da vida.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Afya.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



