Cyberbullying nas escolas: ações educativas chegam a mil instituições no Brasil
Iniciativa une famílias, escolas e marcas para combater a violência virtual entre crianças e adolescentes
O retorno às aulas em 2026 trouxe à tona um desafio crescente: o aumento dos casos de cyberbullying entre crianças e adolescentes. A exposição precoce a dispositivos digitais tem ampliado os conflitos que antes ocorriam apenas no ambiente escolar, levando-os para dentro de casa por meio das telas. Para enfrentar essa realidade, uma coalizão formada pela organização Abrace – Programas Preventivos, o coletivo Movimento Desconecta e o apoio institucional da marca Vanish lançou uma iniciativa que já alcança mais de mil escolas nos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
O Movimento Desconecta destaca a importância de um acordo social para adiar o uso do primeiro smartphone pessoal até os 14 anos e o acesso às redes sociais somente após os 16. Segundo especialistas do movimento, a supervisão parental muitas vezes não é suficiente diante dos algoritmos que prendem a atenção das crianças, criando um ambiente propício para o cyberbullying. Mariana Uchoa, cofundadora do Movimento, reforça que “o combate ao cyberbullying exige uma responsabilidade compartilhada: famílias, escolas e marcas precisam olhar juntas para essa questão”.
A iniciativa disponibiliza uma plataforma com diversos recursos desenvolvidos por especialistas em psicologia escolar e prevenção da violência. Entre eles estão um e-book com orientações para identificar sinais de bullying, um protocolo para uso consciente de telas que ajuda famílias a estabelecer limites saudáveis, planos de aula para educadores trabalharem empatia e cidadania digital, além do livro educativo “A Mancha do Bullying”, que utiliza situações do cotidiano escolar para abrir o diálogo entre pais e filhos.
Além dos materiais digitais, municípios do Paraná como São José dos Pinhais, Colombo e Almirante Tamandaré receberão rodas de conversa presenciais em fevereiro. Esses encontros criam espaços seguros para que estudantes compartilhem suas experiências e aprendam técnicas de mediação de conflitos. Benjamim Horta, da Abrace, ressalta que “o enfrentamento precisa acompanhar as transformações da infância” e que levar o debate para o início do ano letivo ajuda a estabelecer uma cultura de paz desde o primeiro dia.
O projeto conta com o apoio da Vanish, que integra a ação ao seu programa de responsabilidade social focado no bem-estar infantil. Ana Paula Tintim, head de marketing da marca, afirma que “o cuidado com as crianças precisa transcender o ambiente físico” e que apoiar instituições técnicas e movimentos de pais é parte do compromisso em proteger os espaços de aprendizado.
Os materiais educativos estão disponíveis para download gratuito no portal oficial da iniciativa, facilitando o acesso de famílias e escolas a ferramentas essenciais para a prevenção do cyberbullying. Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



