Calor e chuvas intensificam proliferação do Aedes aegypti e aumentam casos de dengue
Especialistas alertam para sintomas, prevenção e cuidados essenciais no verão 2026
Com a chegada do verão, o Brasil enfrenta um aumento significativo nos casos de dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O calor intenso e as chuvas frequentes criam condições ideais para a reprodução do mosquito, acelerando seu ciclo de vida e aumentando a circulação do vírus. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2025, o país registrou mais de 840 mil casos nos primeiros três meses do ano, com registros de óbitos em diversas regiões.
A infectologista Tassiana Galvão, da Santa Casa de São Roque, unidade gerenciada pelo CEJAM, destaca que o excesso de chuvas amplia os focos de reprodução do mosquito, enquanto as altas temperaturas aceleram seu desenvolvimento. “O excesso de chuvas aumenta a quantidade de focos de reprodução e as temperaturas elevadas aceleram o desenvolvimento do mosquito, o que resulta em maior circulação do vírus e mais casos”, explica a médica.
A dengue possui quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), e os sintomas iniciais são semelhantes, incluindo febre alta, dores intensas no corpo, dor de cabeça e mal-estar intenso. Diferenciar a dengue de outras viroses, como gripe ou Covid-19, pode ser difícil, já que estas últimas costumam apresentar sintomas respiratórios como tosse e coriza. A infectologista alerta para a importância do diagnóstico precoce, que influencia diretamente na evolução do quadro clínico.
Alguns sinais exigem atenção imediata, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, sonolência excessiva e queda de pressão. Esses sintomas indicam risco de agravamento e demandam avaliação médica rápida. Grupos como idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas ou imunossuprimidas têm maior risco de complicações.
A automedicação é desaconselhada, especialmente o uso de anti-inflamatórios e ácido acetilsalicílico, que podem aumentar o risco de sangramentos. A hidratação adequada é fundamental para a recuperação e redução de complicações, e o acompanhamento médico deve continuar mesmo após a melhora inicial, pois casos leves podem evoluir inesperadamente.
Além dos cuidados individuais, a prevenção é a principal estratégia para combater a dengue. O CEJAM Ambiental intensifica ações de visita domiciliar, educação ambiental e mobilização comunitária em parceria com a Prefeitura de São Paulo. Bruno Saito, gestor ambiental do CEJAM, ressalta que a maioria dos focos está dentro das residências, em recipientes como vasos de plantas, caixas d’água mal vedadas, pneus, baldes e outros objetos que acumulam água parada.
A orientação é eliminar água parada, manter caixas d’água bem fechadas e higienizar regularmente recipientes que armazenam água. Essas medidas simples, adaptadas à realidade de cada comunidade, são essenciais para reduzir a proliferação do mosquito e os casos de dengue.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do CEJAM.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



