Cuidados essenciais para proteger a pele no calor e na praia contra micoses e infecções

Dermatologista orienta sobre prevenção de problemas cutâneos comuns no verão e em ambientes úmidos

Com a chegada do verão, o aumento das temperaturas, das chuvas e a maior frequência em praias e piscinas elevam o risco de problemas na pele. Além da exposição solar, essa estação cria condições favoráveis para o surgimento de dermatoses comuns, como micoses, frieiras, infecções bacterianas e dermatites de contato.

No Brasil, o índice de praias próprias para banho está no menor patamar da última década. Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, apenas 30,2% das praias apresentaram condições adequadas para banho em todas as análises, segundo levantamento da Agência Folha. Muitas praias foram classificadas como regulares, ruins ou péssimas, o que reforça a necessidade de atenção redobrada ao frequentar esses locais.

O dermatologista da Afya Ipatinga, Dr. Ismael Alves Rodrigues Júnior, explica que o contato da pele com águas contaminadas, especialmente por esgoto, expõe o corpo a diversos micro-organismos, principalmente bactérias, aumentando o risco de infecções cutâneas. Entre os problemas mais comuns estão inflamações dos folículos pilosos e infecções em lesões pré-existentes, como cortes e machucados. Pessoas com imunidade reduzida, como idosos e diabéticos, podem apresentar quadros mais graves, o que torna fundamental respeitar os alertas de balneabilidade e evitar o banho em praias impróprias.

Além disso, a transpiração excessiva mantém a pele úmida por mais tempo e, associada à fricção nas áreas de dobras, compromete a barreira natural de proteção da pele. Isso favorece o aparecimento de dermatoses infecciosas, como micoses na virilha, entre os dedos dos pés, axilas e tronco, além do pano branco. Também há aumento de infecções bacterianas, como foliculite e impetigo, este último mais comum em crianças, mas que pode ocorrer em adultos, especialmente em áreas de atrito e ambientes coletivos.

Os principais sinais de alerta para essas condições incluem coceira persistente, vermelhidão, descamação, rachaduras na pele e manchas claras ou escuras no tronco. Alterações nas unhas, como mudança de cor e espessamento, também merecem atenção. Caso os sintomas não melhorem em poucos dias ou se espalhem, é recomendada a consulta com um dermatologista.

Para prevenir essas infecções, o especialista indica cuidados simples: secar bem o corpo após o banho, especialmente entre os dedos dos pés e nas dobras da pele; evitar permanecer com roupas molhadas por longos períodos; trocar roupas de banho úmidas; usar roupas leves e arejadas; e utilizar chinelos em vestiários e bordas de piscinas. Também é importante não compartilhar objetos pessoais, como toalhas e roupas, mantendo a pele sempre limpa e seca.

Essas orientações são fundamentais para garantir a saúde da pele durante o verão e o contato com ambientes úmidos, prevenindo micoses e infecções. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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