Carnaval e ISTs: prevenção e testagem são essenciais para a saúde feminina
Saiba como proteger-se das infecções sexualmente transmissíveis durante e após o Carnaval
O Carnaval é um dos períodos mais aguardados do ano, marcado por festas, blocos de rua e viagens. No entanto, essa época também acende um alerta importante para a saúde sexual, devido ao aumento da exposição às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Segundo o especialista em bacteriologia do LANAC, Marcos Kozlowski, o uso correto e constante de preservativos, aliado à testagem regular, é fundamental para evitar a disseminação dessas infecções.
Durante o Carnaval, comportamentos de risco tendem a crescer, o que resulta em maior procura por exames e aumento nos diagnósticos positivos de ISTs. “A exposição a infecções como sífilis, HIV e hepatites virais se torna uma realidade preocupante quando não há uso consistente de preservativos. Por isso, realizar exames após relações desprotegidas é fundamental para o diagnóstico precoce e início rápido do tratamento”, destaca Kozlowski.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que mais de 1 milhão de pessoas contraem ISTs diariamente no mundo, totalizando cerca de 374 milhões de novos casos anuais, incluindo sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase. No Brasil, o Boletim Epidemiológico de HIV/Aids e IST do Ministério da Saúde (2024) aponta crescimento nos diagnósticos de sífilis adquirida e manutenção de números elevados de novos casos de HIV, especialmente na Região Sul, onde o Paraná segue a mesma tendência.
No LANAC, são realizados em média 200 testes diários para sífilis, com taxa de positividade entre 10% e 12%, o que representa cerca de 600 diagnósticos positivos por mês. Para HIV, a taxa de positividade é próxima de 1%, com aproximadamente 60 casos confirmados mensalmente. O laboratório segue protocolos rigorosos para garantir a precisão dos resultados, repetindo testes positivos para evitar falsos positivos e considerando a janela imunológica para possíveis falsos negativos.
Os meses que sucedem o Carnaval, especialmente março, costumam registrar maior volume de exames e diagnósticos positivos, refletindo o impacto dos comportamentos de risco durante as festividades. Muitas ISTs podem ser assintomáticas no início, dificultando a identificação sem exames laboratoriais. A sífilis, por exemplo, é causada pela bactéria Treponema pallidum e pode afetar desde a pele até o sistema nervoso, sendo curável quando diagnosticada precocemente.
A prevenção é a principal estratégia para conter o avanço das ISTs. Além do uso correto de preservativos, o acesso à informação e a realização regular de exames são essenciais. “A prevenção é uma responsabilidade coletiva. Informação, conscientização e práticas sexuais seguras são fundamentais para um Carnaval mais seguro e para a redução das ISTs ao longo do ano”, conclui o especialista.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



