Linfoma raro ligado a próteses mamárias: o que você precisa saber

Entenda o BIA-ALCL, um linfoma associado a implantes mamários, seus sinais e tratamentos eficazes

O linfoma anaplástico de grandes células associado a implantes mamários, conhecido como BIA-ALCL, voltou a ser tema de destaque após o recente diagnóstico da influenciadora Evelin Camargo. Apesar do nome assustar, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) esclarece que essa condição é rara, diferente do câncer de mama tradicional e possui tratamento eficaz quando detectada precocemente.

Segundo a SBM, o BIA-ALCL é um tipo específico de linfoma, ou seja, um câncer do sistema linfático, que se desenvolve na cápsula fibrosa que o organismo forma naturalmente ao redor do implante mamário de silicone, ou no líquido acumulado ao redor da prótese. “Ele não é um câncer primário da mama, porque não se origina da glândula mamária, e sim dessa cápsula ao redor do implante, que é um processo fisiológico normal do organismo”, explica o mastologista Idam Jr., membro da Comissão de Comunicação da SBM.

O principal sinal de alerta para mulheres com implantes é o aumento súbito do volume de uma das mamas, geralmente anos após a cirurgia, causado pelo acúmulo de líquido ao redor da prótese, conhecido como seroma tardio. “Esse acúmulo de líquido provoca assimetria entre as mamas e precisa sempre ser investigado. Outros sinais menos comuns incluem nódulos palpáveis, aumento de gânglios na axila e vermelhidão na mama”, orienta o especialista.

Todo seroma tardio deve ser considerado anormal até que se prove o contrário. Na maioria das vezes, a causa é benigna, relacionada a processos inflamatórios, infecções ou traumas locais. Ainda assim, a investigação adequada é fundamental, com exames de imagem, punção e análise do líquido para excluir diagnósticos mais raros, como o BIA-ALCL.

As evidências indicam que o risco está associado principalmente a implantes de superfície texturizada, especialmente aqueles colocados há muitos anos. Os casos geralmente surgem entre oito e dez anos após a colocação da prótese, o que reforça a importância da vigilância contínua ao longo da vida da paciente.

O diagnóstico é confirmado por meio da análise citológica e imunohistoquímica do líquido retirado ao redor do implante. “Essa análise é decisiva porque, com frequência, as células do linfoma estão presentes nesse líquido”, explica Idam Jr.

Quando a doença está restrita à cápsula da prótese, o tratamento costuma ser cirúrgico, com a retirada completa do implante e da cápsula. “Na maioria dos casos iniciais, a cirurgia é suficiente e considerada curativa. Em situações mais avançadas, pode ser necessário associar outros tratamentos, como a quimioterapia”, detalha o mastologista.

A SBM reforça que mulheres sem sintomas não devem retirar ou trocar as próteses de forma preventiva. “Essa condição é rara e não justifica a retirada profilática dos implantes. O mais importante é manter os exames de rotina e procurar avaliação médica diante de qualquer alteração”, destaca.

O principal recado diante da repercussão de casos como o da influenciadora é de tranquilidade. “Não entrem em pânico. Informação correta orienta boas escolhas. O BIA-ALCL é raro, tratável e altamente curável quando diagnosticado precocemente. Mulheres com implantes devem manter acompanhamento médico e radiológico das mamas e procurar um mastologista sempre que perceberem mudanças tardias”, conclui Idam Jr.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas pela assessoria de imprensa da Sociedade Brasileira de Mastologia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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