Exposição Ònà Irin: caminho de ferro, de Nádia Taquary, é prorrogada no Sesc Belenzinho

Mostra que explora ancestralidade e força feminina negra segue em cartaz até 26 de abril de 2026

A exposição Ònà Irin: caminho de ferro, da artista baiana Nádia Taquary, teve sua temporada prorrogada no Sesc Belenzinho e poderá ser visitada até 26 de abril de 2026. A mostra, que já recebeu mais de 20 mil visitantes, destaca a pesquisa da artista sobre a ancestralidade e a força feminina negra na cosmologia afro-brasileira, com curadoria de Amanda Bonan, Ayrson Heráclito e Marcelo Campos.

Inaugurada em 2023 no Museu de Arte do Rio (MAR) e exibida até março de 2025 no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador, a exposição ganha no Sesc Belenzinho uma nova ambientação que intensifica sua dimensão sensorial e simbólica. A mostra propõe uma reflexão sobre como a espiritualidade afro-brasileira se manifesta no cotidiano contemporâneo, por meio de esculturas, objetos-esculturas, instalações e uma videoinstalação.

São 22 obras produzidas em diferentes momentos da carreira de Nádia Taquary, que iniciou sua trajetória em 2010 com a pesquisa da joalheria afro-brasileira, especialmente as pencas de balangandãs — conjuntos de pingentes metálicos usados por mulheres negras escravizadas e libertas na Bahia dos séculos XVIII e XIX. Esses objetos reuniam símbolos de fé, proteção e prosperidade, funcionando também como formas de resistência e autonomia.

Ao longo dos anos, a produção da artista expandiu-se para instalações e esculturas de grande escala, nas quais o sagrado e o feminino aparecem em formas híbridas, utilizando materiais como búzios, miçangas, palhas e metais. A montagem no Sesc mantém o conjunto apresentado nas versões anteriores, reafirmando a centralidade das forças femininas na cosmologia afro-brasileira.

A exposição conduz o público por uma travessia simbólica que entrelaça criação, tempo e as energias que conectam o visível e o invisível, como trilhos que se desdobram em múltiplos percursos, abrindo caminhos entre mundos materiais e espirituais. Segundo o curador Marcelo Campos, “essa mostra não organiza conhecimento sobre arte, mas trata da vida — do surgimento da vida, da superação dos medos e da presença feminina nos mitos da criação”.

Embora não se configure como uma retrospectiva, Ònà Irin: caminho de ferro articula diferentes fases da trajetória de Nádia Taquary, transformando essa transição em uma experiência que faz da arte um território de encontro entre memória, mito e espiritualidade, onde a presença feminina negra emerge como força criadora e princípio de mundo.

A exposição é gratuita e está aberta ao público de terça a sábado, das 10h às 21h, e domingos e feriados, das 10h às 18h, no Sesc Belenzinho, que oferece acessibilidade completa, incluindo rampas, elevadores e banheiros adaptados. A iniciativa amplia o diálogo com diferentes públicos, promovendo a valorização da cultura afro-brasileira e a reflexão sobre a ancestralidade feminina.

Este conteúdo foi elaborado com informações da assessoria de imprensa do Sesc Belenzinho.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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