Estudo revela alta incidência de sintomas da menopausa e baixa adesão a tratamentos no Brasil
Pesquisa inédita aponta desinformação, impactos profissionais e mercado bilionário pouco explorado para mulheres na menopausa
Um estudo inédito realizado pela Reds Research, divulgado recentemente, revela um cenário preocupante para mulheres brasileiras entre 40 e 65 anos que enfrentam a menopausa. Segundo a pesquisa, 82% das entrevistadas relatam sintomas típicos dessa fase, mas apenas 12% fazem uso da terapia de reposição hormonal, considerada uma das principais formas de tratamento. O levantamento, que contou com a participação de 837 mulheres, também aponta que 45% delas não adotam nenhum tipo de tratamento, convivendo com múltiplos impactos físicos, emocionais e profissionais.
Entre os sintomas mais frequentes estão ondas de calor (64,5%), ansiedade (59%), cansaço ou fadiga (58,7%), dores articulares (56,6%), irritabilidade (48,5%), insônia (47,9%), ganho de peso (47,3%) e diminuição da libido (46,7%). Apesar da alta prevalência, muitas mulheres recorrem à automedicação, utilizando analgésicos, vitaminas, antidepressivos, ansiolíticos e suplementos naturais, muitas vezes sem orientação médica adequada.
A baixa adesão à reposição hormonal está relacionada a um histórico de desinformação e ao apagamento do tema na formação médica. Após o impacto negativo causado pela interrupção do estudo WHI no início dos anos 2000, houve uma queda global nas prescrições, e o tema saiu dos programas de residência médica. Pesquisas recentes reabilitaram a terapia, mostrando benefícios e redução de riscos quando bem indicada, mas esse conhecimento ainda não chegou amplamente às mulheres brasileiras.
Além dos efeitos na saúde, a menopausa tem impacto direto na vida profissional. Sintomas como perda de concentração, aumento do estresse e ausências no trabalho são comuns. No Brasil, 63% das mulheres na menopausa estão economicamente ativas, 93% contribuem para as despesas domésticas e 33% são as principais responsáveis pela renda da casa. O estudo indica que mulheres que trabalham buscam mais a reposição hormonal, sugerindo uma relação entre tratamento, disposição física e produtividade.
A pesquisa também destaca diferenças raciais nos sintomas: mulheres pretas apresentam maior intensidade em ondas de calor, mudanças de humor e insônia, enquanto mulheres da raça amarela relatam maior diminuição da libido e secura vaginal. Esses dados reforçam a necessidade de abordagens personalizadas e equitativas no cuidado à saúde da mulher madura.
Por fim, o levantamento aponta um mercado bilionário pouco explorado. Embora 86,9% das mulheres mantenham acompanhamento ginecológico regular, apenas 11,9% fazem reposição hormonal, e 32,3% utilizam suplementação vitamínica como principal forma de autocuidado. A pesquisa reforça a urgência de oferecer informação de qualidade, serviços integrados e soluções que considerem o corpo, a mente e o contexto social dessas mulheres, para melhorar sua qualidade de vida e potencial produtivo.
Esses dados foram fornecidos pela assessoria de imprensa da Reds Research, empresa especializada em pesquisa de mercado e comportamento do consumidor.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



