Como o efeito gatinho na extensão de cílios pode valorizar ou prejudicar a harmonia do olhar
A importância da análise visual personalizada para evitar assimetrias e garantir resultados estéticos equilibrados
O efeito gatinho é um dos mais pedidos na extensão de cílios, mas pode acentuar assimetrias naturais do olhar quando aplicado sem diagnóstico visual. Estudos indicam que mais de 90% das pessoas têm algum grau de assimetria facial, especialmente na região dos olhos.
No universo da beleza, torna-se cada vez mais evidente que técnicas padronizadas não contemplam as singularidades de cada rosto. Na região dos olhos, esse cuidado é ainda mais determinante. Na extensão de cílios, o efeito gatinho figura entre os mais solicitados nos salões, mas pode reforçar assimetrias quando aplicado sem um diagnóstico prévio.
“O procedimento eleva o canto externo do olhar e, quando existe diferença de altura, eixo ou densidade entre os lados, pode acentuar ainda mais essa discrepância”, explica Amanda Rhuâna, criadora da metodologia HarmonyLash.
A aplicação tem início com a análise fotográfica e o uso do compasso áureo, ferramenta que identifica pontos ideais de correção e possibilita adaptar qualquer técnica, inclusive o gatinho, às características do olhar da cliente.
Nesse processo, o olhar é avaliado considerando altura da sobrancelha, eixo do olhar, direção da linha ciliar, profundidade ocular, quantidade de camadas, crescimento dos fios naturais e a preferência da cliente. “Corrigir o olhar não é aplicar uma tendência, é aplicar proporção. Cada olhar exige uma abordagem personalizada”, completa Amanda.
A HarmonyLash não exclui o efeito gatinho, mas ensina quando e como aplicá-lo com precisão. A especialista destaca 4 estratégias fundamentais:
1. Avaliar cada olho separadamente
“Olhos nunca são iguais. O diagnóstico individual é o que permite corrigir ao invés de evidenciar.”
2. Ajustar o ponto de alongamento conforme a simetria
“O lado mais alto do olhar, por exemplo, pode pedir menos alongamento ou outra curvatura.”
3. Escolher curvaturas e camadas de forma estratégica
A curvatura certa pode abrir o olhar ou suavizar desníveis. A densidade e o direcionamento também são ajustados ponto a ponto.
4. Priorizar técnica personalizada baseada nos pontos áureos
“Com o compasso áureo, determinamos onde a linha ciliar deve terminar, qual altura a extensão deve ter e como distribuir os fios para harmonizar o olhar.”
Investir em diagnóstico visual e técnica personalizada reduz retrabalho, fideliza clientes e transforma o resultado em um serviço de valor percebido.
“A lash designer que aplica correção não vende cílios, ela entrega transformação. Não concorre por preço, mas por resultado”, conclui Amanda.
Por Carolina Lara
Artigo de opinião



