O culto do bem-estar: como a cultura do autocuidado impacta a saúde mental feminina

Jornalista americana investiga a indústria bilionária do bem-estar e suas consequências para o equilíbrio emocional

O livro “O culto do bem-estar”, da jornalista americana Rina Raphael, chega ao Brasil pela Editora Contexto trazendo uma análise profunda sobre a cultura do autocuidado e seus impactos na saúde mental. Resultado de uma ampla investigação, a obra examina a indústria global do bem-estar, que movimenta trilhões de dólares, e questiona a ideia de que soluções isoladas podem resolver questões complexas e multifatoriais relacionadas à saúde mental e qualidade de vida.

Raphael destaca que práticas legítimas de cuidado foram transformadas em exigências permanentes de equilíbrio e controle emocional, fazendo com que o bem-estar deixe de ser um apoio para se tornar um parâmetro de desempenho. A promessa de que é possível “dar conta de tudo” desde que se siga o método certo acaba deslocando para o indivíduo a responsabilidade por estados de exaustão que têm origem em rotinas de trabalho intensas, desigualdades estruturais e falta de redes de apoio.

A autora dedica atenção especial à experiência feminina, mostrando como as mulheres, historicamente menos estudadas pela ciência e mais cobradas socialmente, se tornaram o principal público desse mercado. O cuidado, que deveria ser uma escolha, passa a ser uma obrigação, e a vulnerabilidade é interpretada como falha pessoal.

Ao abordar os principais pilares do movimento do bem-estar — alimentação, exercícios, gerenciamento do estresse e espiritualidade —, o livro revela como o desejo legítimo de cuidar de si foi capturado por narrativas que prometem controle sobre o corpo, a mente e o futuro. Em um contexto de instabilidade e sobrecarga, essa ideia de controle se torna especialmente sedutora, mas frequentemente ignora as condições reais de vida das pessoas.

Embora escrito a partir do contexto norte-americano, “O culto do bem-estar” dialoga diretamente com a realidade brasileira, onde o vocabulário do autocuidado se espalhou rapidamente pelas redes sociais, consultórios e mercado editorial. A publicação propõe uma leitura crítica que não ridiculariza quem busca alívio nem nega a importância do autocuidado, mas questiona a lógica do atalho.

A edição brasileira conta com prefácio da psicóloga clínica e pesquisadora Ilana Pinsky, que aproxima o debate da realidade nacional e reforça a importância de distinguir cuidado de marketing, ciência de promessa e responsabilidade de culpa.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas pela assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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