Maternidade Digital: Entre Algoritmos, Culpa e Saúde Emocional
Projeto “Eu Invisível” discute como redes sociais e tecnologia impactam a experiência materna
A maternidade, que tradicionalmente se vivia no âmbito íntimo e familiar, hoje é atravessada por uma série de influências digitais que moldam expectativas, sentimentos e decisões das mulheres. O projeto “Eu Invisível” lança no dia 6 de fevereiro de 2026, às 18h, o diálogo digital “O Manifesto da Maternidade”, uma produção que propõe uma reflexão crítica sobre o impacto das redes sociais, tecnologia e mercado na experiência materna.
Com base em dados da assessoria de imprensa, o conteúdo investiga como o crescimento de plataformas digitais e aplicativos de saúde reprodutiva e cuidado infantil tem transformado a maternidade em uma experiência mediada por números, gráficos e métricas. Esses aplicativos coletam dados íntimos de milhões de mulheres, muitas vezes compartilhados com terceiros para fins comerciais, o que levanta questões sobre privacidade e mercantilização da maternidade.
Além disso, as redes sociais intensificam comparações e idealizações que geram sentimentos de culpa, ansiedade e inadequação. Roberta Knijnik, gerente de Vendas e Marketing Latam da Intel e líder da América Latina do WIN (Women at Intel Network), destaca a pressão para “performar” durante a gravidez. Ela relata: “O algoritmo te mostra a mãe de nove meses com a barriga trincada fazendo crossfit e te cobra ser essa ‘Superwoman’.” Ela também comenta sobre a obsessão gerada por métricas, como o percentil do desenvolvimento infantil, que pode causar ansiedade mesmo quando a criança está saudável.
Outro ponto importante do diálogo é a mercantilização da maternidade, especialmente em momentos de vulnerabilidade emocional, como a perda gestacional. Carolina Prado, diretora de Comunicação da Intel na América Latina, compartilha sua experiência com publicidade direcionada após a perda, recebendo anúncios de exames genéticos caros e cursos sobre luto com preços elevados. Ela afirma: “É impressionante como o mercado e as plataformas tentam monetizar a dor em um momento de fragilidade absoluta.”
O projeto também aborda a substituição gradual de práticas ancestrais e comunitárias por protocolos tecnológicos e prescrições digitais. Para Cris Siqueira, mediadora do diálogo, o desafio é reposicionar a tecnologia como uma ferramenta de apoio, e não de controle. Ela sintetiza: “Quando os algoritmos passam a ditar expectativas e comportamentos, eles deixam de apoiar e passam a vigiar, sequestrando a subjetividade da experiência materna.”
“O Manifesto da Maternidade” integra a primeira temporada do “Eu Invisível”, que investiga como as tecnologias contemporâneas impactam as relações humanas, a construção da identidade e a saúde emocional. O conteúdo completo estará disponível no canal Cris e Panda no YouTube a partir de 6 de fevereiro de 2026.
Este diálogo digital é uma oportunidade para refletir sobre os desafios da maternidade na era digital, buscando um equilíbrio entre tecnologia e afeto para promover o bem-estar das mulheres.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



