Cresce o número de brasileiras que congelam óvulos para preservar a fertilidade

Mulheres recorrem à criopreservação para adiar a maternidade diante do declínio natural da fertilidade

O congelamento de óvulos tem se tornado uma alternativa cada vez mais procurada por mulheres brasileiras que desejam preservar a fertilidade diante do adiamento da maternidade. Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o número de procedimentos realizados em mulheres abaixo dos 35 anos quase dobrou entre 2020 e 2023, refletindo uma mudança no comportamento reprodutivo feminino no país.

O relógio biológico feminino é um fator importante para entender essa tendência. Aos 25 anos, a chance de engravidar naturalmente em um ano de tentativas é de 86%, mas essa taxa cai para 55% aos 35 anos e chega a apenas 6% aos 45 anos. Além disso, a probabilidade de infertilidade aumenta significativamente com a idade, passando de 10% aos 35 anos para 55% aos 45 anos.

Esses dados se alinham com as transformações sociais que levam muitas mulheres a adiar a maternidade. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a idade média para ter filhos subiu de 26 anos, em 2000, para 28 anos, em 2022. O Registro Civil também registra um aumento no número de nascimentos por mães entre 35 e 39 anos, faixa etária em que a fertilidade começa a declinar mais rapidamente.

Diante desse cenário, a consulta com especialistas em reprodução assistida é fundamental para avaliar a reserva ovariana, que indica a quantidade de folículos disponíveis nos ovários. “Nascemos com um determinado número de folículos — um estoque que se reduz continuamente ao longo da vida reprodutiva e não é reposto. A mulher perde óvulos desde o nascimento, perda que se acelera após os 35 anos e alcança queda ainda mais rápida após os 37 anos. Além da diminuição da quantidade de óvulos, ocorre queda na qualidade, o que torna mais desafiadora a gestação e o nascimento de bebês saudáveis”, explica Dra. Cláudia Navarro, diretora da Clínica Life Search de Medicina Reprodutiva.

O congelamento de óvulos permite que mulheres preservem óvulos de melhor qualidade enquanto ainda estão no auge da fertilidade. Em 2023, foram realizados 4.340 ciclos de criopreservação no Brasil, um aumento de 97,9% em relação a 2020. A especialista destaca que o procedimento é mais eficaz quando feito preferencialmente até os 34 anos, pois a qualidade e a quantidade dos óvulos são maiores nessa faixa etária.

Além disso, a qualidade dos óvulos impacta diretamente nas chances de sucesso da gravidez. O risco de aborto espontâneo é de cerca de 10% até os 30 anos, mas começa a subir gradualmente a partir dos 35 anos, chegando a mais de 70% após os 44 anos. Por isso, o congelamento precoce oferece uma segurança maior para o futuro reprodutivo, embora não garanta a gravidez.

Com o avanço da medicina reprodutiva e o aumento da adesão ao congelamento de óvulos, as mulheres brasileiras encontram uma alternativa para conciliar seus projetos pessoais e profissionais com o desejo de maternidade, adaptando-se às mudanças sociais e biológicas que influenciam a fertilidade.

Este conteúdo foi elaborado com base em dados fornecidos pela assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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